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Em crise, Paysandu desativa comentários em posts institucionais

O Paysandu passou a restringir a participação dos torcedores em publicações oficiais nas redes sociais digitais em meio à maior crise recente do clube. A primeira medida ocorreu no post que anunciou a renúncia de Roger Aguilera à presidência, quando os comentários foram desativados.

Na sequência, o clube chegou a liberar as interações em uma postagem sobre treinamento do elenco, mas voltou a bloquear os comentários no conteúdo que divulgou a coletiva de imprensa do novo presidente, Márcio Tuma.

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Nos bastidores, o cenário é igualmente turbulento. Nas últimas semanas, o Paysandu passou a conviver com uma avalanche de ações trabalhistas, movidas por jogadores, ex-jogadores e profissionais que atuaram no clube. Somente em 2025, são 16 processos, com valores que ultrapassam R$ 17 milhões.

Esse contexto ajuda a explicar a sensibilidade da comunicação oficial. A renúncia de Roger Aguilera, formalizada após semanas de pressão interna, encerrou uma gestão marcada por dificuldades financeiras, cobranças judiciais e desgaste público.

Com a saída, Márcio Tuma assumiu a presidência para concluir o mandato até o fim de 2026. A troca no comando, no entanto, não foi suficiente para reduzir a tensão com a torcida, especialmente nas redes, que se tornaram um dos principais termômetros da insatisfação bicolor.

O bloqueio seletivo dos comentários indica um cuidado maior do clube com a repercussão das publicações em meio à crise. Postagens consideradas sensíveis, como as que envolvem mudanças na presidência ou pronunciamentos oficiais, passaram a ter a participação do público restringida.

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Enquanto isso, o novo presidente herda um cenário de reconstrução administrativa, com passivo trabalhista elevado, necessidade de reorganização financeira e a missão de recolocar o Paysandu em um caminho competitivo dentro e fora de campo.

A alternância no controle das interações digitais reflete mais do que uma decisão de mídia social. Ela expõe um clube pressionado, que tenta administrar a crise institucional ao mesmo tempo em que busca respostas para a torcida e soluções para 2026.

Em contato com a reportagem do DOL, o clube explicou que é apenas “protocolo de momento”.

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