O árbitro Anderson Daronco utilizou pela primeira vez no Campeonato Brasileiro o novo gesto criado pela CBF para indicar que apenas os capitães das equipes poderiam conversar com a arbitragem durante uma partida. O sinal foi feito neste sábado (15/08), no Maracanã, durante o duelo entre Fluminense e Palmeiras, após um lance polêmico envolvendo Giay dentro da área.
A situação aconteceu quando o jogo estava empatado por 1 a 1. Soteldo fez o cruzamento para a área, e a bola tocou na mão do argentino Giay. Os jogadores do Fluminense imediatamente cercaram Daronco e pediram a marcação de pênalti, mas o árbitro mandou a partida seguir.
CONTEÚDO RELACIONADO
- Fluminense vence Palmeiras de virada e encerra jejum no Brasileirão
- Lateral do Athletico é condenado a 13 anos de prisão por dois estupros
- Hugo Souza sofre racismo em jogo do Corinthians na Libertadores
DARONCO FAZ SINAL PARA OS CAPITÃES
Com jogadores das duas equipes se aproximando para reclamar do lance, Daronco fez o gesto de um X acima da cabeça, sinal previsto pela CBF para indicar que somente os capitães devem se dirigir à arbitragem naquele momento.
Quer mais notícias de esporte? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.
A sinalização foi interpretada como uma aplicação do protocolo de controle das reclamações coletivas, justamente em uma situação na qual vários atletas se dirigiram simultaneamente ao árbitro.
O VAR também analisou o lance e não recomendou a revisão. O entendimento da arbitragem foi de que não houve infração de Giay que justificasse a marcação da penalidade.
O QUE SIGNIFICA O GESTO?
A CBF estabeleceu sinais específicos para determinadas situações durante as partidas. O gesto com os punhos cruzados na altura do peito está relacionado a casos de racismo. Já o X feito acima da cabeça indica que a arbitragem restringirá a comunicação aos capitães das equipes.
A medida busca organizar a comunicação em campo e evitar que vários jogadores se aproximem simultaneamente do árbitro para contestar uma decisão.
E A “LEI DO BOLINHO”?
Apesar da semelhança entre o episódio e a chamada “lei do bolinho”, é importante fazer uma distinção. A proposta da CBF prevê medidas para combater o cerco de jogadores ao árbitro, incluindo a possibilidade de cartão amarelo para atletas que formarem aglomerações para pressionar a arbitragem.
No entanto, essa diretriz específica ainda está em fase de debate e negociação entre a CBF e os clubes das Séries A e B. Portanto, não se trata de uma regra já validada para aplicação automática de punições em qualquer situação.
O episódio envolvendo Daronco no Maracanã está relacionado ao novo protocolo de comunicação entre árbitros e capitães, e não significa que a “lei do bolinho” tenha sido oficialmente aplicada com cartão amarelo.






