A Copa do Mundo FIFA 2026 será marcada por um contraste histórico. Entre as 48 seleções participantes, apenas oito já sabem o que é levantar o troféu mais cobiçado do futebol mundial: Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, Uruguai, França, Inglaterra e Espanha. As outras 40 desembarcam no torneio carregando um objetivo em comum: conquistar um título inédito e entrar para a eternidade.
Na Europa, continente que reúne maior número de campeões mundiais, também estão algumas das seleções que mais convivem com o peso do “quase”. A Holanda talvez seja o exemplo mais emblemático. Vice-campeã em 1974, 1978 e 2010, a equipe laranja ficou eternizada pelo futebol ofensivo e talentoso, mas nunca conseguiu completar sua obra. Em 2026, novamente aparece como candidata real ao topo.
Outro caso que chama atenção é a Croácia, finalista em 2018 e terceira colocada em 1998 e 2022. Mesmo com população reduzida e menor investimento comparado às gigantes, os croatas construíram uma cultura competitiva impressionante. A Bélgica, por sua vez, viveu anos recentes de enorme expectativa, sustentada por uma geração talentosa que chegou ao terceiro lugar em 2018 e ainda sonha com redenção.
Europa lidera candidatos, mas América do Sul e África querem surpreender
Na América do Sul, a expectativa se divide entre seleções tradicionais e emergentes. A Colômbia, embalada por campanhas recentes consistentes, e o Equador, cada vez mais competitivo e fisicamente intenso, aparecem como equipes capazes de surpreender. O Paraguai busca reviver tempos de protagonismo, enquanto o Brasil e a Argentina seguem como referências continentais por acumularem oito títulos somados.
A África, por sua vez, alimenta um sonho histórico de quebrar barreiras. O Marrocos mostrou o caminho ao alcançar uma semifinal inédita em 2022, transformando-se na campanha africana mais longeva da história do Mundial. Senegal, Egito, Costa do Marfim e Gana também chegam cercados por expectativa, apostando em gerações competitivas e crescimento estrutural do futebol local.
Quem tem mais potencial para desencantar?
Entre as seleções sem taça, Holanda e Croácia surgem como candidatas mais sólidas pela combinação entre tradição recente, competitividade e histórico em fases decisivas. Bélgica, Marrocos e Colômbia aparecem logo atrás, enquanto equipes asiáticas como Japão e Coreia do Sul tentam provar que consistência e organização podem finalmente transformar sonho em um feito inédito no maior palco do futebol.
Veja as seleções que ainda tiraram o atraso:
Europa (UEFA)
- Holanda
- Croácia
- Bélgica
- Portugal
- Suíça
- Turquia
- Escócia
- Suécia
- Noruega
- Áustria
- Bósnia e Herzegovina
- Chéquia
América do Sul (CONMEBOL)
- Colômbia
- Equador
- Paraguai
África (CAF)
- Marrocos
- Senegal
- Egito
- Costa do Marfim
- Gana
- Tunísia
- Argélia
- Cabo Verde
- República Democrática do Congo
- África do Sul
Ásia (AFC)
- Japão
- Coreia do Sul
- Austrália
- Irã
- Catar
- Arábia Saudita
- Iraque
- Jordânia
- Uzbequistão
América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF)
- Canadá
- Estados Unidos
- México
- Panamá
- Haiti
- Curaçao
Oceania (OFC)
- Nova Zelândia
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