A atual campeã do mundo esteve à beira do abismo. Depois de um primeiro tempo irreconhecível, um pênalti desperdiçado por Messi e uma desvantagem dois gols, a Argentina mostrou por que segue viva na Copa do Mundo de 2026. Em uma reação histórica, a equipe de Lionel Messi venceu o Egito por 3×2, de virada, com gols de Cristian Romero, Messi e Enzo Fernández, garantindo a classificação às quartas de final.
O roteiro parecia cruel para os argentinos. O Egito abriu o placar e ampliou no segundo tempo, deixando os atuais campeões do mundo completamente encurralados. Antes disso, Messi teve a chance de marcar em uma cobrança de pênalti, mas parou na defesa do goleiro Mostafa Shobeir. O erro marcou o quarto pênalti desperdiçado pelo camisa 10 em Copas do Mundo e o segundo nesta edição do torneio, um recorde negativo na história da competição.
Quando a eliminação parecia inevitável, a Argentina encontrou forças para escrever umais um capítulo inesquecível se sua história. Aos 79 minutos do segundo tempo, Cristian Romero marcou para diminuir a vantagem egípcia e reacender a esperança. Apenas quatro minutos depois, aos 83 minutos, Lionel Messi mostrou por que é um dos maiores jogadores da história e empatou a partida, transformando o desespero em confiança.
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Já nos acréscimos, quando tudo indicava que o confronto seguiria para a prorrogação, surgiu o golpe final. Aos 48 minutos do segundo tempo, Enzo Fernández apareceu para marcar o terceiro gol argentino e completar uma das viradas mais emocionantes desta Copa do Mundo. A explosão de alegria tomou conta dos torcedores albicelestes, enquanto os jogadores egípcios caíam no gramado após ver escapar uma classificação que parecia garantida.
Mesmo com a eliminação, o Egito deixa o Mundial de cabeça erguida. A equipe africana fez uma partida corajosa, neutralizou a Argentina durante boa parte do jogo, contou com uma atuação brilhante de Mostafa Shobeir, que defendeu um pênalti de Messi, e esteve muito perto de protagonizar uma das maiores zebras da história das Copas.
Para Messi, a classificação teve um sabor especial. O capitão viveu todos os sentimentos possíveis em uma única tarde: da frustração pelo pênalti perdido ao alívio e à emoção de marcar o gol do empate na reta final. Aos 39 anos, na provável última Copa do Mundo de sua carreira, o camisa 10 mostrou mais uma vez que, mesmo diante das dificuldades, continua sendo decisivo quando a Argentina mais precisa.






