Diego Hernández mal tocou na bola na noite deste domingo (31), na vitória do Clube do Remo sobre o São Paulo, no Mangueirão. Ainda assim, foi um dos personagens mais marcantes do pós-jogo. O uruguaio entrou apenas nos minutos finais e deixou o gramado emocionado, chorando bastante ao se despedir da torcida azulina.
O meia de 25 anos está de saída do clube após o fim do período de empréstimo junto ao Botafogo. Sem acordo para aquisição definitiva e fora dos planos para a sequência da temporada, o jogador fez a última apresentação com a lendária camisa 33 antes da pausa para a Copa do Mundo.
A cena chamou atenção porque Hernández construiu uma relação especial com o torcedor desde a chegada, em 2025. Mesmo sem números expressivos em 2026, o uruguaio foi peça importante na campanha que levou o Leão de volta à Série A do Campeonato Brasileiro após 32 anos.
Entre os momentos mais lembrados pelos azulinos está o clássico contra o Paysandu pela Série B do ano passado. Foi dele o gol da vitória remista na reta decisiva da competição, resultado que ajudou a impulsionar a caminhada rumo ao acesso.
Vestindo a camisa 33, número que carrega simbolismo para os remistas por fazer referência à histórica sequência de 33 jogos de invencibilidade diante do rival, Diego rapidamente conquistou identificação com a arquibancada.
Nesta temporada, porém, o meia perdeu espaço. Foram 19 partidas disputadas e apenas uma assistência registrada. Sem conseguir repetir o protagonismo do ano anterior, viu a participação diminuir ao longo dos meses.
As negociações para uma permanência chegaram a existir, mas as conversas esfriaram após mudanças no departamento de futebol. Com isso, o adeus passou a ser o cenário mais provável nos bastidores do Baenão.
O choro no gramado do Mangueirão simbolizou justamente o encerramento de uma passagem que, apesar de curta, deixou marcas. Entre gols importantes, o acesso à elite e a identificação com a torcida, Diego Hernández se despede do Remo carregando o reconhecimento dos azulinos.







