A CBF aprovou nesta segunda-feira um pacote de dez mudanças nas regras do futebol, que será aplicado a partir da 23ª rodada do Brasileirão. A principal meta é aumentar o tempo de bola rolando.
Os 40 clubes das Séries A e B participaram da reunião sobre a Liga Unificada do Brasil e aprovaram as novas determinações da IFAB. A maioria recebeu 38 votos favoráveis.
A decisão foi tomada após estudo da CBF Academy em parceria com a Opta. Foram analisadas 177 partidas da Série A, com média de apenas 52 minutos e 54 segundos de bola em jogo.
Medidas visam aumentar o tempo efetivo de jogo
O levantamento colocou o Brasileirão atrás de MLS, Bundesliga, Ligue 1, Premier League, LaLiga e Campeonato Italiano, ficando à frente somente da competição argentina.
A CBF pretende elevar rapidamente a média para aproximadamente 57 ou 58 minutos. No longo prazo, a entidade trabalha com a meta de alcançar entre 59 e 60 minutos efetivos por partida.
Veja: 10 novas regras aprovadas pela CBF
1. Goleiros terão oito segundos com a bola nas mãos
O goleiro poderá permanecer com a bola nas mãos por até oito segundos. Caso ultrapasse o limite, o adversário ganhará um escanteio.
2. Tiro de meta terá limite de cinco segundos
O jogador responsável pela cobrança terá cinco segundos para executar o tiro de meta. Se exceder o tempo, a posse será revertida ao adversário, que terá escanteio.
3. Lateral também deverá ser cobrado em cinco segundos
A mesma lógica será aplicada aos arremessos laterais. O jogador terá cinco segundos para colocar a bola em jogo; caso demore, o adversário ficará com a posse.
4. Substituído terá dez segundos para sair
Jogadores substituídos deverão deixar o gramado em até dez segundos. Quem ultrapassar o período poderá ser punido com cartão amarelo.
5. Atendimento médico deixará jogador fora por um minuto
Atletas que receberem atendimento médico dentro do campo deverão permanecer fora por um minuto antes de retornar. A regra busca evitar paralisações estratégicas.
6. Atendimento ao goleiro também tirará um jogador de linha
Quando um goleiro precisar de atendimento médico, um jogador de linha da mesma equipe também deixará o gramado durante um minuto. Capitão ou treinador indicará o atleta.
7. Somente o capitão poderá conversar com o árbitro
A comunicação será restrita ao capitão. O árbitro poderá indicar a autorização com o punho fechado acima da cabeça, enquanto os demais jogadores deverão manter distância.
8. Cobrir a boca em discussões poderá gerar cartão vermelho
Jogadores que utilizarem o gesto de cobrir a boca durante discussões poderão ser expulsos. A medida ganhou o apelido de “protocolo Vini Jr.”.
9. VAR poderá revisar expulsão após segundo amarelo
O árbitro de vídeo poderá analisar situações envolvendo um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão. O primeiro amarelo continuará fora dessa possibilidade.
10. VAR poderá revisar escanteio que originar gol ou pênalti
A partir de 2027, o VAR poderá intervir quando um escanteio for marcado incorretamente e a sequência da jogada resultar diretamente em gol ou pênalti.
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