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Brasil de estrelas decepciona e dá adeus à Copa de 2006 nas quartas

Apontada como uma das principais favoritas ao título, a Seleção Brasileira chegou à Copa do Mundo de 2006 cercada de expectativas. Atual campeã mundial e embalada pelas conquistas da Copa América de 2004 e da Copa das Confederações de 2005, a equipe comandada por Carlos Alberto Parreira reunia alguns dos maiores nomes do futebol mundial. No entanto, apesar do elenco estrelado e do famoso “quadrado mágico”, o Brasil não conseguiu transformar o favoritismo em desempenho dentro de campo e viu o sonho do hexacampeonato terminar de forma precoce na Alemanha.

A preparação para a Copa do Mundo de 2006 foi marcada pela grande exposição da Seleção Brasileira em Weggis, na Suíça. Os treinos abertos atraíam milhares de torcedores e geraram debates sobre o impacto da rotina pouco reservada na concentração da equipe. Dentro de campo, o Brasil contou com um elenco recheado de estrelas.

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O chamado “quadrado mágico”, formado por Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Ronaldo e Adriano, era visto como a principal arma da equipe para buscar mais um título mundial. Entretanto, as atuações ficaram aquém do esperado ao longo da competição. Na estreia, em 13 de junho, no Olympiastadion, em Berlim, a Seleção venceu a Croácia por 1 a 0, com um belo gol de Kaká.

Apesar do resultado positivo, o desempenho já demonstrava dificuldades na criação de jogadas e pouca intensidade ofensiva. Na segunda rodada, o Brasil derrotou a Austrália por 2 a 0, em Munique, com gols de Adriano e Fred. A vitória garantiu tranquilidade na classificação, mas novamente sem empolgar os torcedores. Fechando a fase de grupos, a equipe comandada por Parreira venceu o Japão por 4 a 1, em Dortmund. Ronaldo marcou duas vezes, enquanto Juninho Pernambucano e Gilberto completaram o placar.

Jogos do mata-mata

O resultado confirmou a liderança do Grupo F e manteve viva a esperança de uma campanha sólida no mata-mata. Nas oitavas de final, o adversário foi Gana. Em mais uma atuação sem grande brilho, mas eficiente, o Brasil venceu por 3 a 0, com gols de Ronaldo, Adriano e Zé Roberto, avançando às quartas de final. Foi então que surgiu o primeiro grande teste da Seleção no torneio.

Pela frente estava a França, algoz brasileira na final da Copa de 1998. O confronto, disputado no Commerzbank Arena, em Frankfurt, colocou novamente frente a frente grandes craques, entre eles o francês Zinedine Zidane. Em uma de suas últimas grandes exibições pela seleção francesa, Zidane comandou o meio-campo e foi decisivo na vitória por 1 a 0. Aos 12 minutos do segundo tempo, após cobrança de falta do camisa 10 francês, Thierry Henry apareceu livre para marcar o único gol da partida.

Uma grande Seleção que ruiu nas quartas

Sem conseguir reagir e com atuação apagada de suas principais estrelas, o Brasil foi dominado taticamente pela França e acabou eliminado nas quartas de final. O resultado encerrou a tentativa de chegar à quarta final consecutiva de Copa do Mundo e marcou uma das maiores decepções da geração considerada uma das mais talentosas da história recente do futebol brasileiro.

Apesar do talento individual e da expectativa criada em torno do quadrado mágico, a campanha de 2006 ficou marcada pela distância entre o potencial do elenco e o rendimento apresentado em campo, tornando-se um dos capítulos mais frustrantes da trajetória da Seleção Brasileira em Mundiais.

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