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Ativista paraense detida em Israel retorna a Belém nesta quinta, 28

Após semanas de tensão, mobilização internacional e expectativa por notícias, a ativista paraense Beatriz Moreira de Oliveira retorna a Belém nesta quinta-feira (28). Integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), ela desembarca na capital paraense após ter sido detida durante uma missão humanitária internacional com destino à Faixa de Gaza.

A chegada está prevista para a manhã de quinta, no Aeroporto Internacional de Belém, onde familiares, militantes de movimentos populares, organizações sociais e apoiadores da causa palestina devem realizar um ato de recepção.

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Beatriz integrava a missão internacional da flotilha humanitária Global Sumud, que seguia em direção à Gaza quando foi interceptada por militares israelenses em águas internacionais, a cerca de 400 milhas náuticas do destino final.

Segundo organizações que acompanham o caso, a ativista teria permanecido sob custódia e enfrentado episódios de violência, ameaças e pressão psicológica durante o período em que esteve detida.

O retorno ao Pará marca também o primeiro pronunciamento público da ativista após o episódio.

Na tarde de quinta (28), Beatriz participará de um ato público no auditório do Sindicato dos Bancários do Pará, em Belém, onde concederá entrevista coletiva e relatará, pela primeira vez, os detalhes vividos durante a interceptação da embarcação e os desdobramentos da operação.

O encontro reunirá representantes de movimentos sociais, coletivos populares, militantes e integrantes da imprensa paraense.

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De acordo com a coordenação do MAB, o ato também será um espaço para denúncia política e debate sobre direitos humanos, além de manifestações de solidariedade internacional.

A expectativa é que Beatriz detalhe as circunstâncias da abordagem à flotilha, os procedimentos adotados durante a detenção e as condições enfrentadas pelos ativistas durante o período em que permaneceram sob controle militar.

A mobilização em Belém deve transformar o retorno da ativista em um ato simbólico de acolhimento e repercussão internacional, reunindo apoiadores e defensores de pautas ligadas à solidariedade internacional e à defesa dos direitos humanos.

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