“Existe uma arrogância por parte dos clubes brasileiros.” A crítica foi feita por Rafaela Pimenta, uma das principais empresárias do futebol mundial e responsável pela carreira de Erling Haaland, atacante do Manchester City e da seleção da Noruega. No último sábado (11), durante participação no Resenha da Copa, da ESPN, ela analisou o cenário do futebol brasileiro e apontou problemas na formação de atletas e na forma como o mercado nacional é visto no exterior.
Segundo Rafaela, parte dessa resistência está ligada ao comportamento de alguns jogadores brasileiros quando chegam à Europa e à maneira como os clubes nacionais valorizam seus atletas durante as negociações.
Na minha opinião, existe uma arrogância por parte dos clubes brasileiros, de que ‘se é brasileiro, é uma joia rara’. Existe um ‘medo’ de clubes porque o jogador brasileiro chega lá achando que é a última bolacha do pacote, e não é.”
Assista:
Categoria de base é a solução para o futebol brasileiro
A agente também defendeu uma mudança de postura na formação de atletas. Para ela, derrotas devem servir como aprendizado, e não como motivo para buscar culpados.
A derrota serve para a gente aprender, não para a gente ficar se lamentando nem para a gente ficar batendo na tecla de quem errou ou quem acertou. Isso não vai levar a gente a lugar nenhum. O que vai levar a gente a algum lugar é olhar e falar: ‘Como é que para frente a gente pode evitar que isso se repita?’”
Na avaliação de Rafaela, o fortalecimento das categorias de base é o principal caminho para que o futebol brasileiro volte a revelar talentos em alto nível. Ela defendeu projetos transparentes, com foco no desenvolvimento dos atletas, e não apenas em conquistar resultados nas competições de base.
“Super importante, o mais importante na minha opinião: categoria de base. Categoria de base com transparência, onde realmente os projetos sejam sérios e a ambição seja fazer aprender. A gente hoje tem um monte de categoria de base que a ambição é ganhar o próximo jogo. É para isso a categoria de base ou será que ela está lá para formar o jogador?”
Rafaela também questionou o aumento da contratação de jogadores estrangeiros pelos clubes brasileiros. Segundo a empresária, a prioridade deveria ser aproveitar o potencial dos jovens formados no país antes de buscar reforços no exterior, evitando limitar o espaço para novas promessas.
Eu acho muito questionável trazer jogador de fora com o que a gente tem de talento no Brasil. Por que a gente está sufocando a subida deles para o profissional com jogadores que, ok, têm qualidade, mas no fim a gente está matando o nosso próprio produto e o sonho de um monte de gente? Se a gente tiver humildade de valorizar o que está acontecendo lá embaixo, em alguns anos teremos uma leva nova, como aconteceu na Escandinávia.”
Para Rafaela Pimenta, recuperar o protagonismo do futebol brasileiro passa por uma mudança de mentalidade, com investimentos consistentes na categoria de base, valorização do processo de formação e mais humildade para enfrentar os desafios do mercado internacional.
O post ASSISTA! Empresária de Haaland critica mercado brasileiro: “O jogador chega achando que é a última bolacha do pacote” apareceu primeiro em Diário do Pará.






