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Argentina não chutou a gol: veja as estatísticas da final da Copa

A Espanha derrotou a Argentina na final da Copa do Mundo com domínio absoluto, encerrado com gol de Ferran Torres aos 106 minutos da prorrogação.

A partida ficou marcada por um dado inédito na história do torneio: a Argentina não registrou um único chute a gol nos 90 minutos do tempo regulamentar.

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Além disso, a seleção espanhola superou os adversários em praticamente todas as estatísticas do jogo, o que evidenciou a diferença de desempenho entre as duas equipes.

Por exemplo, a Espanha ficou com 65,1% da posse de bola, contra apenas 34,9% da Argentina. Esse controle se refletiu diretamente no volume de passes: foram 852 da equipe espanhola, contra 464 dos argentinos.

Além disso, a precisão nos passes foi superior: 89,4% para a Espanha, contra 77,2% para a seleção de Lionel Messi. Por outro lado, a Argentina recorreu a 72 passes longos, enquanto a Espanha realizou apenas 20 desse tipo.

Esse dado revela uma equipe pressionada, com dificuldade para sair com a bola no campo defensivo.

Finalizações e o dado inédito da Copa

A Espanha registrou 20 finalizações no total, sendo 12 delas direcionadas ao gol de Emiliano Martínez. Isso representa uma precisão de 60% nos chutes a gol.

Já a Argentina não conseguiu uma única finalização ao gol durante os 90 minutos regulamentares, fato inédito em toda a história das Copas do Mundo. As duas únicas finalizações argentinas ocorreram na prorrogação.

Mesmo assim, Dibu Martínez foi fundamental para evitar uma derrota mais expressiva, com defesas decisivas ao longo do confronto.

O gol da decisão

Aos 106 minutos, Ferran Torres, enfim, acertou o alvo. O atacante espanhol recebeu um passe de cabeça de Nico Williams e chutou com o pé esquerdo do meio da área.

A bola foi no centro do gol, sem chance para o goleiro argentino. Assim, a Espanha garantiu o título com um gol no primeiro tempo da prorrogação.

Os números ofensivos da Espanha foram superiores em mais quesitos, como:

  • Escanteios: 9 a 4 para a Espanha;
  • Cruzamentos: 27 a 8, também favoráveis aos espanhóis;
  • Finalizações de dentro da área: 9 da Espanha contra apenas 1 da Argentina;
  • Impedimentos: 4 da Espanha contra 1 da Argentina;
  • Precisão nos cruzamentos: 18,5% (Espanha) contra 12,5% (Argentina).

Esses números demonstram que a pressão espanhola foi constante durante toda a partida.

A Argentina, por sua vez, reagiu no campo defensivo com 24 rebatidas e 18 desarmes, superando os 22 e 17 da Espanha, respectivamente.

Disciplina e cartões

A Argentina terminou a partida com quatro cartões amarelos e um vermelho.

O meio-campista Enzo Fernández foi expulso nos acréscimos do segundo tempo, depois de receber o segundo cartão amarelo por uma entrada perigosa no zagueiro espanhol Cubarsí.

Ademais, a seleção argentina cometeu 25 faltas, contra 21 da Espanha. Por sua vez, a equipe espanhola encerrou a final sem nenhum cartão.

Destaques individuais segundo o Sofascore

O aplicativo Sofascore avaliou os melhores jogadores das duas equipes na final. Pelo lado argentino, foram eles:

  • Emiliano Martínez: nota 9,6, melhor da partida;
  • Lionel Messi: nota 7,2;
  • Cristian Romero: nota 6,9.

Já na Espanha, os destaques foram:

  • Rodri: nota 8,6;
  • Pau Cubarsí: nota 8,2;
  • Pedri: nota 7,4.

Assim, mesmo na derrota, o goleiro argentino Dibu Martínez foi o jogador com maior avaliação individual na partida.

Contudo, seu desempenho não foi suficiente para reverter a superioridade coletiva da Espanha, que conquistou o título com uma exibição de alto nível técnico e tático.

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