Rafael Ribeiro / CBF
Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (25), em Orlando, nos Estados Unidos, o técnico Carlo Ancelotti destacou a importância do amistoso da Seleção Brasileira contra a França, nesta quinta-feira, às 17h (de Brasília), em Boston. Mais do que um teste, o duelo serve como laboratório para um modelo de jogo que já começa a ganhar forma: um time com quatro atacantes e características bem definidas — equilíbrio, atitude e qualidade.
“Tenho pensado nos últimos meses qual é o melhor modelo de jogo, levando em conta as características dos jogadores. A ideia é atuar com quatro na frente. Contra a França, que é um teste importante, queremos controlar o jogo, defender bem — o que é fundamental — e mostrar a qualidade dos nossos atacantes”, afirmou.
O treinador também confirmou um desfalque importante: Marquinhos está fora da partida por conta de dores no quadril e deve ser preservado visando o amistoso contra a Croácia, no dia 31.
Sem entregar totalmente a escalação, Ancelotti revelou parte do sistema defensivo. Wesley, Léo Pereira e Douglas Santos estão confirmados, enquanto uma vaga segue em aberto na zaga.
“Temos três zagueiros novos: Léo Pereira, Bremer e Ibañez. Queremos avaliar não só a parte física, mas como eles se encaixam no grupo. Todos têm qualidade para estar na Copa. Podemos levar quatro ou cinco zagueiros, até porque algum pode atuar como lateral-direito”, explicou.
Sobre a série de desfalques por lesão, o técnico minimizou e disse que o problema é generalizado neste período da temporada.
“É um momento complicado para todos. Essa Data Fifa afeta várias seleções. Para nós, é um teste importante contra uma equipe que pode ser favorita na Copa.”
Ao analisar o adversário, Ancelotti fez elogios à seleção francesa e destacou o perigo de Kylian Mbappé.
“São jogadores que todos conhecem. Muito fortes, com qualidade. Mbappé marcou muitos gols na última temporada. É rápido, decisivo e exige muita atenção. A França tem qualidade em todos os setores. Por isso, o equilíbrio será fundamental.”
Mesmo diante do respeito ao rival, o treinador reforçou a confiança no potencial brasileiro.
“O Brasil pode jogar de diferentes formas: com posse, no contra-ataque, e com muita qualidade. Temos um elenco muito forte.”
Neymar entra no radar: ‘Observo tudo’
Outro assunto que voltou à tona foi Neymar. Fora da Seleção desde outubro de 2023, após lesão sofrida contra o Uruguai, o atacante segue sendo tema constante — principalmente pela pressão para que esteja na próxima Copa do Mundo.
Experiente, Ancelotti evitou polêmicas, mas deixou claro que acompanha tudo de perto.
“Eu observo tudo, escuto tudo. Mas meu papel é tomar decisões. No futebol, todos podem opinar — não é uma ciência exata. Eu respeito todas as opiniões, mas preciso decidir”, afirmou.
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