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Ananindeua tem 79 áreas de risco mapeadas pela Ufra

Ananindeua tem 79 setores de risco identificados pelo Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), desenvolvido com participação da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). O levantamento apontou 74 áreas sujeitas a inundações e cinco com risco de erosão fluvial, além de 1.364 edificações construídas em locais vulneráveis. As propostas de prevenção poderão beneficiar mais de 5 mil pessoas.

Os resultados do estudo serão apresentados nesta quinta-feira (29) durante o Encontro sobre o Plano Municipal de Redução de Riscos de Ananindeua, no auditório do Pavilhão de Salas da Ufra, em Belém, das 8h às 12h. A programação reunirá pesquisadores, representantes do poder público e profissionais envolvidos na gestão de riscos e na adaptação climática.

O evento também contará com palestras, mesa-redonda, apresentação de experiências de participação social e lançamento de materiais educativos voltados à prevenção de desastres.

Plano aponta bairros prioritários para prevenção

Coordenado pela professora Milena Andrade, do Grupo de Pesquisa e Extensão em Desastres e Geotecnologias na Amazônia (Geodesastres), da Ufra, o PMRR integra a política pública Periferia Sem Risco, do Ministério das Cidades, e conta com a participação da Prefeitura de Ananindeua e de lideranças comunitárias.

Iniciado em novembro de 2025, o plano está em fase de finalização, com conclusão prevista para novembro de 2026. Entre os principais problemas identificados estão as inundações em áreas urbanas e episódios de erosão fluvial nas ilhas do município.

O mapeamento abrangeu os bairros Águas Brancas, Aurá, Coqueiro, Distrito Industrial, Guajará, Icuí-Guajará, Centro, Jiboia Branca, Júlia Seffer, Maguari-Cajuí, Paar, Quarenta Horas e Parque das Águas, além da ilha João Pilatos.

Entre as áreas consideradas prioritárias para intervenções estão Guajará, Coqueiro, Maguari-Cajuí, Distrito Industrial e Jiboia Branca. A identificação dos pontos vulneráveis pode orientar investimentos em infraestrutura, fiscalização, planejamento urbano e medidas para reduzir a exposição da população aos desastres.

Segundo a professora Milena Andrade, o plano busca identificar as áreas de risco e propor soluções estruturais e educativas para enfrentar os problemas encontrados.

Moradores participaram do mapeamento

A elaboração do PMRR também contou com a participação de moradores e lideranças comunitárias. Em parceria com a Defesa Civil municipal, foram realizadas quatro oficinas participativas: uma nas ilhas, uma na zona sul e duas na zona norte de Ananindeua.

As atividades incluíram cartografia social e levantamento das percepções dos moradores sobre vulnerabilidades e impactos nos territórios. As contribuições serão incorporadas ao documento final.

A professora destaca que as características ambientais da região, como o relevo baixo e a influência das marés, exigem medidas de adaptação e melhorias nos sistemas de drenagem.

Além das intervenções estruturais, a proposta prevê ações de educação ambiental e de redução de riscos para fortalecer a cultura de prevenção no município.

A Ufra também participou da elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos de Belém, em parceria com a prefeitura da capital.

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