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Afogamentos de crianças: como prevenir acidentes em praias e balneários

A ocorrência de quatro crianças resgatadas após um princípio de afogamento na Praia do Marahú, em Mosqueiro, no último domingo (20/09), reforça um alerta importante para famílias que frequentam praias e balneários: a prevenção de afogamentos de crianças exige supervisão constante, escolha de locais seguros e atenção às condições da água.

Segundo as informações disponíveis, no caso registrado em Mosqueiro, o Corpo de Bombeiros Militar do Pará foi acionado e retirou as vítimas da água, que receberam atendimento após o resgate. As circunstâncias do incidente ainda não foram detalhadas, mas o episódio ocorreu em uma das áreas mais movimentadas do distrito de Belém, onde muitas famílias aproveitam os fins de semana.

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AFOGAMENTO PODE ACONTECER RAPIDAMENTE

O afogamento nem sempre envolve gritos ou movimentos que chamem a atenção de quem está por perto. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destaca que o acidente pode ocorrer de maneira silenciosa e que crianças pequenas têm dificuldade para reconhecer e escapar de uma situação de perigo dentro da água.

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Por isso, estar próximo não significa apenas permanecer no mesmo ambiente. Crianças pequenas devem ficar sob supervisão direta e contínua de um adulto, especialmente durante o banho de mar, em rios, igarapés, lagos e balneários.

ESCOLHA UMA ÁREA SEGURA PARA O BANHO

Antes de permitir que a criança entre na água, os responsáveis devem observar as condições do local e procurar áreas sinalizadas e com presença de guarda-vidas ou equipes de salvamento.

No caso das praias, a orientação é buscar informações com os profissionais que atuam no local sobre os pontos mais seguros para banho. Também é importante respeitar placas e bandeiras de advertência e manter distância de pedras, píeres, embarcações e regiões com correnteza.

ATENÇÃO ÀS CORRENTES DE RETORNO

No mar, um dos principais riscos são as correntes de retorno, que podem arrastar a pessoa para áreas mais profundas. A SBP orienta que os banhistas aprendam a identificar sinais que podem indicar essas correntes, como regiões de água mais escura ou com menor quantidade de ondas e espuma.

Se uma criança for levada pela corrente, o adulto não deve entrar na água de forma impulsiva e se colocar em risco. O mais seguro é procurar imediatamente ajuda dos guarda-vidas.

BOIA NÃO SUBSTITUI A SUPERVISÃO

Um erro comum é acreditar que uma boia é suficiente para impedir um afogamento. Segundo a SBP, dispositivos infláveis não devem ser tratados como substitutos da supervisão de um adulto. Para atividades em embarcações, o equipamento indicado é o colete salva-vidas adequado, mas mesmo nesse caso a criança não deve ficar sozinha na água.

Brinquedos e outros objetos também podem atrair a criança para regiões mais profundas. Por isso, é importante evitar estímulos que façam os pequenos se afastarem dos responsáveis.

ENSINE REGRAS DE SEGURANÇA ANTES DO PASSEIO

A prevenção começa antes de chegar à praia ou ao balneário. Crianças devem aprender que não podem entrar na água sozinhas, empurrar colegas, realizar brincadeiras de risco ou ignorar as sinalizações existentes.

A SBP também recomenda que crianças com 4 anos ou mais aprendam a nadar e desenvolvam comportamentos seguros na água, preferencialmente com profissionais qualificados. As aulas, porém, não eliminam a necessidade de acompanhamento de um adulto.

O QUE FAZER DIANTE DE UMA EMERGÊNCIA

Ao perceber que uma criança está se afogando, a orientação é acionar imediatamente os profissionais de salvamento presentes no local. Em uma emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser chamado pelo 193.

A recomendação dos bombeiros é evitar que uma pessoa sem treinamento entre na água para tentar realizar o resgate, pois ela também pode se tornar vítima.

O Ministério da Saúde também destaca a prevenção como estratégia fundamental para reduzir acidentes por afogamento, com ações voltadas à criação de ambientes mais seguros e à educação da população.

CHECKLIST PARA UM DIA SEGURO NA PRAIA

Antes de deixar a criança entrar na água, os responsáveis devem:

  • escolher um local sinalizado e, de preferência, próximo aos guarda-vidas;
  • manter a criança sempre sob supervisão direta;
  • respeitar placas, bandeiras e orientações dos profissionais;
  • evitar áreas com correntezas, pedras, píeres e embarcações;
  • não confiar em boias infláveis como equipamento de segurança;
  • utilizar colete salva-vidas adequado em embarcações;
  • ensinar a criança a não nadar sozinha;
  • evitar brincadeiras que envolvam empurrões ou mergulhos perigosos;
  • procurar ajuda imediatamente diante de qualquer situação de risco.

O caso registrado no Marahú serve como lembrete de que, em praias e balneários, a prevenção de afogamentos de crianças depende de atenção permanente. Mesmo em locais aparentemente tranquilos e movimentados, poucos segundos podem ser suficientes para transformar um passeio em uma emergência.

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