Belém será palco, neste domingo, 5, de um encontro que sintetiza diferentes gerações e momentos do pagode brasileiro. O evento “Samba Brasil” ocupará o estádio do Mangueirão, a partir das 16h, reunindo nomes que representam tanto a consolidação quanto a renovação do gênero, com os grupos Menos é Mais, Kamisa 10 e Revelação.
A proposta do festival vai além do entretenimento: trata-se de um retrato da cena atual do samba e pagode no Brasil. De um lado, o Grupo Revelação carrega três décadas de história, sendo responsável por popularizar o pagode romântico e por construir uma base sólida de fãs ao longo dos anos. Do outro, o Menos é Mais surge como símbolo da nova geração, impulsionada pelas plataformas digitais e por uma estética musical mais contemporânea. A presença do Kamisa 10 reforça essa ponte entre tradição e modernidade, consolidando o evento como celebração da diversidade dentro do pagode.
RESPONSABILIDADE
À frente da nova fase do Revelação, o vocalista Jonathan Alexandre, o Mamute, em entrevista recente destacou o desafio e a responsabilidade de assumir o protagonismo em um grupo com legado consolidado. “O Revelação tem uma história muito forte, então quando eu assumi o vocal, sabia que precisava respeitar essa trajetória, mas também trazer minha identidade. Hoje, me sinto muito feliz em ser reconhecido pelo público como parte dessa história. Esse carinho nos mostra que estamos no caminho certo”, disse ao Portal Métropoles.
Com 8 milhões de ouvintes mensais, o Grupo Revelação segue fazendo parte da vida, da memória e do som de milhões de pessoas. Tendo iniciado sua carreira no ano de 1994, no subúrbio do Rio de Janeiro, o grupo tem atravessado gerações, se reinventando, mas mantendo a essência.
Para Mamute, eventos como o Samba Brasil são importantes para manter o gênero em evidência. “É muito importante dividir o palco com grupos de diferentes gerações. O samba sempre foi coletivo, de roda, de troca. Estar com essa galera mais nova mostra que o pagode continua vivo e se renovando”, destacou ao portal.
Representando essa nova fase do gênero, o vocalista do Menos é Mais, Paulinho Félix, já citou a conexão do grupo com o público e a força da internet na construção da carreira. “A gente vem de Brasília, fora do eixo tradicional, e conseguiu alcançar o Brasil inteiro através da música e das plataformas digitais. O público abraçou o nosso projeto de uma forma muito verdadeira”, disse o vocalista ao Correio Braziliense.
Fundado em 2016 pelos amigos Duzão, Gustavo Góes, Paulinho Félix e Ramon Alvarenga , o Menos é Mais despontou em 2019, ao viralizar com o medley do “Churrasquinho Menos é Mais”, atingindo mais de 1 bilhão de visualizações no YouTube, um recorde para o pagode. O sucesso abriu portas para contratos com GH Music e com a gravadora Som Livre, tornando o grupo um fenômeno.
Sobre o projeto Samba Brasil, Paulinho destacou a responsabilidade de carregar o título de um dos grupos mais ouvidos do país. “É uma responsabilidade grande, mas também é muito gratificante. A gente trabalha para manter essa conexão com o público, sem perder nossa essência. Dividir o palco com o Revelação, que sempre foi referência pra gente, é uma honra”, disse ele ao Metrópoles.
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