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Repórter da Globo revela que quase perdeu parte do nariz após cirurgia

Procedimentos cirúrgicos, mesmo quando considerados simples, envolvem riscos que nem sempre são totalmente previsíveis. Complicações podem surgir durante ou após a operação, seja por condições pré-existentes, técnicas utilizadas ou até intervenções anteriores desconhecidas. Por isso, a avaliação detalhada e o histórico médico completo são fundamentais para reduzir perigos e garantir maior segurança ao paciente.

A jornalista Juliane Massaoka compartilhou um relato impactante no programa Mais Você, ao revelar que esteve perto de perder parte do nariz durante uma cirurgia. O que seria uma correção relativamente simples acabou se tornando um episódio delicado após a descoberta de um material estranho em seu organismo, resultado de um procedimento antigo. Emocionada, ela afirmou ter se sentido profundamente desrespeitada.

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Segundo Juliane, a decisão de buscar ajuda médica surgiu por dificuldades respiratórias. Ela já tinha diagnóstico de alterações estruturais no nariz, além de sofrer com rinite alérgica desde cedo. Inicialmente, o plano cirúrgico previa uma abordagem mais ampla.

Durante a conversa com Ana Maria Braga, a repórter explicou que seriam realizados diferentes procedimentos, incluindo retirada das amígdalas, palatoplastia, correção do desvio de septo e ajustes nos cornetos. No entanto, devido à complexidade, a equipe médica decidiu focar apenas na parte nasal naquele momento.

A situação mudou drasticamente durante a operação, realizada em 3 de abril. Foi nesse momento que o médico encontrou PMMA (polimetilmetacrilato) dentro do nariz — uma substância sintética usada em preenchimentos estéticos. Juliane explicou que se trata de microesferas semelhantes a plástico.

A descoberta trouxe à tona um problema ainda mais sério: o material teria sido inserido sem seu consentimento em uma rinoplastia feita anos atrás. Ela afirmou que desconhecia completamente o uso da substância e que, além disso, o PMMA estava causando inflamação e prejudicando sua respiração.

Diante do ocorrido, a jornalista precisou revisitar o passado para tentar identificar quando o procedimento anterior foi realizado, buscando informações em documentos antigos guardados na casa da família.

Durante a cirurgia recente, os riscos aumentaram devido à forma como o material estava fixado. Segundo ela, o PMMA havia se aderido aos tecidos, tornando a remoção extremamente difícil, como se estivesse colado internamente.

A gravidade da situação ficou evidente ao longo do procedimento. Juliane relatou que houve risco elevado de necrose, e seu nariz chegou a apresentar coloração arroxeada e azulada ao final da operação, indicando comprometimento sério da região.

Para reverter o quadro, o médico precisou realizar uma reconstrução completa, utilizando parte de uma costela e tecido muscular. O resultado foi praticamente um novo nariz.

No período pós-operatório, a jornalista ainda enfrentou dores intensas e complicações, precisando permanecer mais tempo no hospital para controle dos sintomas e início do tratamento.

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Ao refletir sobre toda a experiência, Juliane destacou o impacto emocional vivido, afirmando que se sentiu invadida por ter sido exposta a uma situação tão grave sem ter conhecimento prévio.

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