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Paraense Lourdes Barreto é destaque no desfile da Porto da Pedra 2026

Lourdes Barreto. Foto: Divulgação

Referência nacional na luta pelos direitos das profissionais do sexo, a paraibana-paraense Lourdes Barreto será uma das grandes homenageadas do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026. A ativista, escritora e fundadora do Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará (Gempac) vai integrar o desfile da Unidos do Porto da Pedra, que levará à Sapucaí o enredo “Das Mais Antigas da Vida, o Doce e Amargo Beijo da Noite”. 

A proposta da escola é retratar, com respeito e sensibilidade, a trajetória das mulheres que vivem do trabalho sexual – suas dores, resistências e afetos – sob a assinatura do carnavalesco Mauro Quintaes e do enredista Diego Araújo.

De acordo com Mauro Quintaes, a presença de Lourdes sintetiza o espírito do enredo e dá vida à mensagem que a Porto da Pedra pretende transmitir. “Lourdes Barreto é uma dessas mulheres que transformam dor em força e luta em legado. Sua presença no nosso desfile é um ato de respeito e reconhecimento. Ela é, em essência, o que o nosso enredo busca retratar: a mulher real, humana e digna de ser celebrada”, afirmou o carnavalesco.

Quem é Lourdes Barreto?

Nascida no estado da Paraíba, ela saiu de casa aos 14 anos, após sofrer violência, e residiu em vários estados até fixar residência em Belém, nos anos 50.

O reconhecimento a Lourdes ultrapassa as fronteiras do ativismo. Em 2024, ela foi incluída na lista das 100 mulheres mais inspiradoras e influentes do mundo da BBC, figurando entre as três brasileiras homenageadas. No mesmo ano, participou do documentário “Puta Retrato” e do programa “Conversa com Bial”, ambos disponíveis no Globoplay. 

Militante histórica, foi uma das fundadoras da Rede Brasileira de Prostitutas e criou o Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará (Gempac); ela também integra a Plataforma Latina Americana de Pessoas que Exercem Trabalho Sexual (Plaperts) e é autora da obra “Puta autobiografia”.

Para ela, desfilar na Sapucaí representa uma vitória coletiva. “Estar na avenida é ocupar um espaço de liberdade, de corpo e de fala. É o reconhecimento de uma história coletiva que sempre existiu, mas raramente foi contada. O carnaval é um ato político e de amor, e eu me sinto profundamente honrada por estar ao lado de tantas mulheres e homens que acreditam na transformação através da arte”, declarou.

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