O público paraense pôde conhecer no último sábado, 16, um pouco da história dos Palacetes de Belém, como o Augusto Montenegro, o Bibi Costa e o Lopo de Castro, com foco em áreas anteriormente consideradas “debalde” — ou seja, distantes do centro — que consolidaram-se, no século XXI, como grandes bairros de expressivo desenvolvimento comercial e residencial. Tudo isso, durante aula pública do historiador Michel Pinho, dentro da programação da Semana S 2026, uma iniciativa encabeçada pela Fecomércio Pará, entidade de representatividade do Sistema Comércio, composto, ainda, pelos sindicatos empresariais, Sesc e Senac no Pará.
“O projeto da aula pública visa discutir a relação do bairro de Nazaré e também o bairro da Campina com a história da cidade. Falar desses casarios importantes, como Augusto Montenegro, Bibi Costa, Lopo de Castro, mostram como já estamos vendo um interesse grande das pessoas e fazer com que isso seja parte do processo da oficina que o Sesc, Sesi, Senac e todo Sistema S está fazendo é uma oportunidade, o que faz com que as pessoas se interessem não só pela história, mas também pelo patrimônio de Belém”, falou Michel Pinho.
Apesar de já estar habituado às aulas pública, foi a primeira vez que o historiador fez a aula nessa área da cidade.
“Fui me dar conta ainda agora que essa é a primeira vez que faço nessa parte da cidade, que é um desafio. Então, temos o batalhão de trânsito, tem todo mundo para ajudar, porque a cidade é viva, ela não vai parar porque estamos na rua. Mas acho que de repente isso pode despertar o interesse das pessoas para olharem o bairro de uma maneira diferente”, disse Michel.
O público se fez presente e o ponto de partida foi o Palacete Augusto Montenegro, construído em 1903, por encomenda do então governador Augusto Montenegro, para servir de residência privada.
A edificação foi construída pelo italiano Filinto Santoro, que trouxe as grades tanto do gradil externo como das esquadrias, luminárias e elementos de decoração, de Milão.
“Acompanho o Michel já a várias aulas públicas dele, porque é interessante, tinha que ter mais pessoas fazendo esse tipo de iniciativa, veja o tanto de gente que está acompanhando ele aí, para podermos conhecer, porque não conhecemos tudo. O Michel explica tudo direitinho e é muito importante porque precisamos conhecer a nossa história”, disse o comerciante Alberto Carralas, que acompanhava atentamente as explicações do historiador.
A fisioterapeuta Lourdes Moraes, uma apaixonada por história, levou a filha para a aula, a pré-adolescente Cássia Sophia, 13 anos, para ouvir o historiador e conhecer um pouco da história da cidade.
“Sou muito apaixonada por história, já conheci o perfil do professor Michel, então não podia perder essa oportunidade de entender um pouco mais do que a nossa cidade tem de maravilhoso. Ele tem muito assunto em relação a isso, minha filha também gosta de história. Quando ele publicou que iria fazer uma aula guiada, ela falou logo que ela queria participar, não podíamos deixar de vir”, falou a fisioterapeuta, que foi completada pela filha.
“Quis vir para esse passeio porque tenho vontade de conhecer a história de Belém, eu moro aqui, nasci aqui e por que não conhecer um pouco a história também dessa história? A cidade é muito importante também porque teve sua importância na história do Brasil e me ajuda a entender os outros assuntos”, completou Cássia.
De passagem por Belém, a carioca Regina, que está radicada na Suíça há 40 anos e mantém o canal Noutros Mundos, aproveitou o sábado para conhecer um pouco da história de Belém.
“Estou viajando pelo Brasil até dezembro, comecei aqui pelo Pará, e estou descendo, já conheci várias cidades e estou conhecendo a história, a cultura. Estou achando esse passeio muito interessante, estou gostando não só desse passeio como do Pará, as pessoas, estou sendo super bem recebida por todos os lugares onde passei, bem legal!”, falou Regina.
A turista reconhece que o Pará não é o primeiro destino turístico das pessoas que procuram o Brasil, mas acredita que através de Alter do Chão, que tem sido muito reconhecido internacionalmente, o estado acaba atraindo mais pessoas.
“Moro na Suíça há 40 anos, quando se fala de Brasil, as pessoas já mencionam a Amazônia, acho muito bacana, aí eu quis conhecer, tô aqui fazendo esse tour pelo Brasil todo, mas estou com dificuldade de sair do Pará porque são tantas cidades num estado imenso, você tem a impressão que não conheceu nada ainda. Vou ter que voltar”, disse ela.
O post Palacetes de Belém ganham destaque em aula pública apareceu primeiro em Diário do Pará.







