No Dia da Amazônia, comemorado no próximo sábado (5), a valorização dos saberes de quem vive na floresta ganha espaço em uma publicação que reúne cultura, sustentabilidade e histórias de transformação. O livro “Amazônia: a cultura dos povos originários mantém vivo o saber da floresta” celebra tradições, artesanato e gastronomia de povos originários e outras comunidades tradicionais, ao mesmo tempo em que apresenta iniciativas voltadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável nos estados do Pará e Maranhão.
Com valor artístico e humanitário, a obra mostra que cuidar da floresta também significa reconhecer e fortalecer as pessoas que mantêm uma relação histórica com seus territórios. Ao longo das páginas, os conhecimentos tradicionais aparecem associados a práticas de conservação, geração de renda e inclusão social, revelando diferentes formas de produzir e, ao mesmo tempo, preservar.
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O livro apresenta ainda quatro iniciativas desenvolvidas em parceria com organizações e outros atores estratégicos. Entre elas está o Projeto Semeando Prosperidade, no município de Paragominas, que incentiva práticas agrícolas sustentáveis, fortalece a sociobiodiversidade e contribui para a geração de renda de famílias.
A publicação também destaca o Projeto Biojoias e Produtos da Floresta, localizado em João Lisboa (MA), voltado ao fortalecimento de redes de comercialização de frutos como açaí, babaçu, buriti, cajá e seus derivados, além da produção de biojoias e sabonetes artesanais que agora contribuem para o desenvolvimento da comunidade. A iniciativa contempla ainda a implantação de um viveiro de mudas nativas e de Sistemas Agroflorestais (SAFs), contribuindo para a recuperação e conservação da vegetação e para a produção de frutos característicos da região.
Como parte das ações desenvolvidas para contribuir com a formação de corredores ecológicos, está o projeto de Monitoramento de Primatas, desenvolvido nos estados do Pará e Maranhão. A iniciativa atua na criação e manutenção de faixas contínuas de vegetação, favorecendo a conexão entre áreas de floresta nativa, além de acompanhar espécies ameaçadas e contribuir para a preservação dos processos naturais.
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Dentro do projeto, existe também uma frente de trabalho voltada ao monitoramento da biodiversidade: até o momento, já foram catalogadas mais de 4.500 espécies, sendo cerca de 190 ameaçadas de extinção, como o cuxiú-preto (Chiropotes satanas) e o Cebus kaapori. O projeto integra um conjunto de ações alinhadas ao compromisso de longo prazo de conectar 500 mil hectares até 2030 nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia, garantindo a manutenção dos processos ecológicos essenciais.
Outra iniciativa apresentada no livro é o Desenvolvimento Sustentável Territorial do Sudoeste Paraense, que utiliza viveiros comunitários para a produção de mudas nativas e a restauração, contribuindo para a formação dos corredores ecológicos, além de estimular a autonomia das comunidades. A iniciativa visa conectar fragmentos florestais entre Maranhão e Pará, criando um caminho seguro para fauna e flora e ampliando a conectividade entre as áreas de produção e conservação.
Mais do que registrar essas experiências, a obra reforça uma visão de que a conservação da Amazônia depende da construção coletiva. Parcerias, capacitação técnica e investimentos sociais podem criar condições para que comunidades desenvolvam atividades sustentáveis, gerem renda e ampliem sua autonomia, sem abrir mão da conservação dos recursos naturais.
No contexto do Dia da Amazônia, o livro ajuda a ampliar essa discussão ao mostrar que a floresta não é apenas um espaço a ser preservado, mas um território de conhecimento, cultura e vida. Ao colocar no centro as comunidades e os saberes que atravessam gerações, a publicação reforça que conservar a Amazônia significa também criar condições para que as pessoas que vivem nela possam prosperar de maneira sustentável.
“O livro representa uma forma de valorizar quem conhece a floresta e, ao mesmo tempo, mostrar que conservação, geração de renda e inclusão social podem caminhar juntas. As iniciativas retratadas na publicação são exemplos de como parcerias, conhecimento e investimento podem fortalecer comunidades e contribuir para a preservação da biodiversidade. No Dia da Amazônia, reafirmamos o nosso compromisso de atuar de forma responsável, colaborativa, buscando soluções que ajudem a conservar as áreas florestais e, principalmente, que deixem um legado positivo para as pessoas e para os territórios onde estamos presentes”, afirma Paulo Rocha, Coordenador de Sustentabilidade.






