A fama tem um preço e Rupert Everett pagou com o próprio corpo. O ator britânico revelou, em entrevista recente ao The Guardian, que a busca obsessiva pelo físico perfeito deixou marcas irreversíveis em sua saúde.
Rupert Everett ficou conhecido nos anos 1990 como um dos galãs mais cobiçados de Hollywood.
Contudo, o físico invejável daquela época escondia uma rotina prejudicial. O ator confessou que não seguia os cuidados básicos exigidos pela musculação intensa, e o resultado foi devastador.
“Eu me arruinei. Agora estou quase aleijado (sic) por causa disso”, declarou Everett ao jornal britânico The Guardian.
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FALTA DE ALONGAMENTO NA MUSCULAÇÃO
O britânico atribui o problema à negligência com o alongamento, que é fundamental para quem faz levantamento de peso.
Sem essa prática, os tendões ficaram cada vez mais rígidos, e as consequências se acumularam ao longo dos anos.
O erro que custa caro
Everett foi categórico ao identificar a origem do problema.
“Nunca me dei ao trabalho de fazer todas aquelas coisas necessárias para levantar peso, como o alongamento. Acho que meu fim será musculoesquelético”, afirmou o ator.
A declaração chama atenção para um erro comum entre pessoas que buscam resultados rápidos na academia.
A glória passageira de Hollywood
Ao recordar o auge de sua carreira, Everett usou palavras que revelam uma perspectiva distante e quase irônica.
“Eu era muito bonito em certo momento. Tinha músculos. Tudo. Foi algo bem passageiro. Chamo isso de meu ano em Hollywood”, disse o ator.
A frase resume uma fase intensa e breve, em que a aparência física ditava oportunidades profissionais.
Vaidade como disfarce da insegurança
Além das lesões físicas, Everett fez uma confissão ainda mais profunda sobre sua relação com a própria imagem. O ator admitiu que a vaidade, no fundo, era uma expressão de insegurança.
“Até o trabalho era uma questão de paquera. Tentava ser atraente porque sentia que não era atraente o suficiente”, explicou.
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Essa percepção revela um ciclo autodestrutivo presente na vida de muitos artistas. Por isso, a declaração do ator britânico ressoa além do universo das celebridades e toca uma questão humana universal.
“A vaidade, muitas vezes, é um sentimento de profunda insegurança”, concluiu Everett.







