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Espetáculo “Raposa Alada em Carne Viva” levanta debate sobre saúde mental

O teatro periférico chega às comunidades de Belém com uma proposta de arte, acolhimento e conscientização sobre saúde mental em um espetáculo apresentado de forma gratuita.

O espetáculo “Raposa Alada em Carne Viva”, protagonizado pelo ator e dramaturgo Cláudio Raposo, inicia sua circulação na capital paraense a partir desta sexta-feira (17). A montagem será apresentada em quatro espaços comunitários de diferentes regiões de Belém.

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“Raposa Alada em Carne Viva” é definida como uma obra de teatro periférico feita para a periferia. A peça traz à cena uma tragédia lírica que mistura elementos diversos da cultura mundial e brasileira, criando uma narrativa única e profundamente humana.

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Confira a programação

  • 17 de outubro – Escola Koringa de Teatro, Icoaraci;
  • 18 de outubro – Biblioteca Comunitária Tralhoto Leitor, Outeiro;
  • 24 de outubro – Teatro Curral Cotijubano, Cotijuba;
  • 26 de outubro – Projeto Nossa Biblioteca, bairro do Guamá.

Todas as sessões têm classificação livre e os horários serão confirmados em cada espaço.

A montagem dialoga com múltiplas influências culturais, incorporando elementos da cultura japonesa, referências a autores nacionais como Nise da Silveira e Bispo do Rosário, e símbolos universais como a raposa de “O Pequeno Príncipe”.

Nise da Silveira foi uma psiquiatra brasileira pioneira da luta antimanicomial, enquanto Bispo do Rosário transformou sua experiência em instituição psiquiátrica em arte. A raposa do clássico de Antoine de Saint-Exupéry funciona como metáfora de vínculos, afeto e essência.

Transformando vivência em teatro

Na peça, Cláudio Raposo transforma sua própria experiência de luta contra a depressão em arte.

Essa escolha artística não apenas dá autenticidade à narrativa, mas também busca criar pontes de identificação com espectadores que enfrentam ou conhecem de perto os desafios da saúde mental.

Os temas centrais abordados incluem saúde mental e seus estigmas, dignidade humana, luta antimanicomial e acolhimento como ferramenta de resistência.

Após cada apresentação, ocorrerá um bate-papo sobre o tema do espetáculo, criando espaço para reflexões coletivas sobre saúde mental, compartilhamento de experiências, diálogo entre artista e público e fortalecimento de redes de apoio comunitário.

Além disso, cada sessão contará com um lanche compartilhado com a comunidade, reforçando a proposta de troca e afeto que guia o projeto. Esse momento simboliza o cuidado, o acolhimento e a quebra de barreiras entre palco e plateia, transformando a experiência teatral em um encontro genuinamente humano.

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