O Teatro Margarida Schivasappa, em Belém, recebe um espetáculo musical que leva ao público uma viagem pela história de resistência e resiliência do povo negro por meio da capoeira e de diferentes manifestações culturais afro-maranhenses. A programação reúne referências ao samba, tambor de crioula, bumba meu boi, tambor de mina e outras expressões tradicionais do Maranhão.
A proposta é construir uma experiência musical que percorra as doutrinas do tambor de mina, a força dos orixás e voduns, além de cânticos de capoeira e samba de roda. O espetáculo também contará com composições e poesias de artistas populares maranhenses, valorizando a cultura e a ancestralidade do estado.
Um dos principais símbolos da apresentação será o berimbau, instrumento que também recebe nomes como urucungo, rucubumbo e gunga. No Maranhão, especialmente na região de Codó e em suas práticas religiosas, o instrumento é conhecido como marimba.
O espetáculo também vai explorar a comunicação estabelecida pelos diferentes toques do berimbau e as formas de jogo entre os capoeiristas. A proposta é mostrar como esses elementos contribuíram para a preservação de uma tradição ancestral que, atualmente, é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
O protagonismo da parte cênica e musical ficará por conta da Orquestra de Berimbaus Mandingueiros do Amanhã, formada majoritariamente por jovens quilombolas. O grupo será responsável por conduzir boa parte da experiência artística apresentada ao público.
O projeto tem patrocínio da Petrobras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e é realizado pelo Centro Cultural e Educacional Mandingueiros do Amanhã.
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