As chamadas “novelinhas de frutas” estão crescendo rapidamente nas redes sociais e despertando cada vez mais curiosidade entre os usuários. Com histórias curtas, cheias de reviravoltas e personagens inusitados como Moranguete, Linguiça Júnior e Abacatudo, o formato viral se espalhou ao longo de 2026 e vem chamando atenção tanto pelo humor quanto pelo uso intenso de Inteligência Artificial na criação dos conteúdos.
Por trás desse fenômeno está Nilson Oliveira Silva, instrutor de trânsito que, ao lado da esposa Paloma, transformou uma ideia despretensiosa em um dos conteúdos mais comentados do momento. Em entrevista ao programa O Povo Quer Saber, apresentado por Chico Barney no Canal UOL, ele destacou que a iniciativa teve origem na parceira. “O mérito é totalmente dela. É da Paloma”, afirmou.
O crescimento foi rápido. Em poucos dias, os perfis ligados às “novelinhas” ultrapassaram a marca de 100 mil seguidores, impulsionados por vídeos curtos que misturam drama, humor e situações exageradas típicas de novelas tradicionais, mas adaptadas ao ambiente digital.
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Nilson também explicou que a produção das histórias depende diretamente de ferramentas de Inteligência Artificial. Segundo ele, a tecnologia é parte essencial do processo criativo. “Eu uso o ChatGPT pra tudo”, disse.
O sucesso, no entanto, não veio sem polêmica. Parte do público passou a criticar o conteúdo, com acusações de misoginia e até classificações mais extremas, como a de que as produções seriam “demoníacas”, feita por algumas lideranças religiosas. Nilson rejeita as críticas e afirma que as interpretações variam de pessoa para pessoa. “A maldade está no olho de quem vê”, declarou.
Ele também defende o formato ao comparar as tramas com produções já conhecidas do público, como novelas mexicanas, marcadas por exageros e conflitos constantes. “É comum ver aquilo em novelas mexicanas, as mesmas histórias, os mesmos acontecimentos”, explicou.
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Apesar da grande repercussão, Nilson afirma que o retorno financeiro ainda não acompanha a popularidade dos vídeos. Ele conta que chegou a cogitar interromper as publicações por receio das críticas, mas decidiu continuar diante da adesão do público. “Eu acho que o povo é muito carente de entretenimento”, disse.
O programa também promoveu um encontro entre Nilson e Ellen Cardoso, conhecida como Mulher Moranguinho. Hoje focada no empreendedorismo, ela comentou a passagem da vida artística para novos projetos e refletiu sobre a diferença entre personagem e identidade pessoal. “Eu sempre tive o pensamento de que não ia poder viver do meu corpo e da minha beleza para sempre”, afirmou.
Ellen destacou ainda a importância de separar o nome artístico da vida real, reforçando a necessidade de planejamento para além da fama. “As pessoas precisam saber que a Moranguinho é a Ellen”, disse, acrescentando que hoje se dedica a novos caminhos profissionais e encerrou de forma bem-humorada ao dizer que estaria “passando a coroa para Moranguete”.







