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Centro Cultural Bienal das Amazônias retoma programação nesta sexta, 13

A curadora Vânia Leal e o o artista paraense Emmanuel Nassar. Foto: divulgação/CCBA

O Centro Cultural Bienal das Amazônias abre a programação cultural de 2026 com duas exposições inéditas e gratuitas em Belém, a partir de 13 de março, sexta-feira. O espaço apresenta “Meu Tema Sou Eu”, do artista paraense Emmanuel Nassar, com curadoria de Vânia Leal, e “A vida não é paisagem”, assinada pelos fotógrafos Nay Jinknss e Bruno Jungmann, sob curadoria de Keyna Eleison. As mostras ocupam diferentes espaços do prédio localizado no bairro do Comércio e marcam a retomada da agenda cultural do CCBA neste ano.

No térreo, Emmanuel Nassar reúne obras que atravessam diferentes momentos de sua trajetória artística. Reconhecido nacional e internacionalmente, o artista apresenta trabalhos das décadas de 1980 e 1990 pertencentes a colecionadores particulares, além de produções recentes e instalações marcantes. Entre elas estão as chapas metálicas da série 18 Chapas, bandeiras inspiradas na obra Brasil em Chamas, a Pirâmide de Tambores, o Carrinho Amarelo e a instalação Lataria Espacial, produzida em 2022.

A exposição também reflete o percurso artístico construído por Nassar ao longo de décadas de diálogo com a cidade e com o público que acompanha sua produção. Para o artista, cada nova mostra representa uma revisitação de sua própria trajetória. “Para um artista com mais de 70 anos como eu, toda mostra é uma retrospectiva. E esta, no CCBA, é muito especial porque marca um reencontro com o público local e, em particular, com amigos colecionadores de boas lembranças”, afirma.

A curadora Vânia Leal destaca que acompanhar um artista com carreira consolidada exige atenção às diferentes camadas de tempo presentes em sua obra. Segundo ela, o processo curatorial envolve não apenas a leitura da produção artística, mas também a relação com a memória da cidade e com a própria história da arte brasileira. “Emmanuel é um artista de enorme relevância, e o que mais me mobiliza é a responsabilidade de sustentar um diálogo à altura da complexidade de seu trabalho”, afirma.

Exposição “A vida não é paisagem”

No primeiro piso do CCBA, a exposição “A vida não é paisagem” propõe um diálogo visual entre territórios e experiências. A paraense Nay Jinknss e o pernambucano Bruno Jungmann fotografam tanto em seus locais de origem quanto nos territórios um do outro. Assim, os artistas exploram perspectivas cruzadas sobre pertencimento, convivência e deslocamento cultural.

De acordo com a curadora Keyna Eleison, o projeto parte da ideia de que o deslocamento produz novas formas de olhar sem romper vínculos culturais. As imagens vão além do registro documental e apresentam a vida como experiência compartilhada. “Longe da imagem exótica ou do registro distanciado, o que se revela é um hábito atravessado por gestos, afetos, crenças e formas coletivas de existir. O que se vê aqui é um cotidiano que pulsa, inventa e se reconhece em seus próprios rituais”, afirma. “Mais do que documentar situações, as fotografias reunidas afirmam a vida como relação, como saber sensível e como prática coletiva. Porque aqui, a vida não é paisagem: é presença”, completa.

Para Nay Jinknss, participar da exposição em Belém representa um momento importante de reconhecimento pessoal e profissional, ao reunir fotografia, educação e trajetória artística em sua cidade natal. Já Bruno Jungmann destaca que a mostra marca um passo relevante em sua carreira. Trata-se de sua primeira exposição na região Norte e de uma oportunidade de compartilhar experiências culturais entre Pará e Pernambuco.

Reativação da programação cultural do CCBA

A abertura das duas exposições também marca a reativação da programação cultural do CCBA em 2026. O espaço reafirma sua proposta de se consolidar como ponto de encontro entre diferentes linguagens artísticas e produções contemporâneas da Amazônia e de outras regiões do país.

Para Lívia Condurú, presidente fundadora da Bienal das Amazônias, o centro cultural inicia uma nova fase com o objetivo de fortalecer o diálogo com Belém. “Queremos que a cidade nos reconheça como um ponto de encontro da coletividade, onde nosso espaço, com programações gratuitas, reverbere o bairro que o abriga: um território onde as diferenças convivem, onde a dissonância é potência criativa”, afirma.

O espaço cultural

Com quatro pavimentos e quase oito mil metros quadrados de área, o CCBA ocupa um edifício histórico no bairro da Campina, região central da capital paraense. O prédio, que durante décadas abrigou a loja de departamentos Y.Yamada e marcou a memória do comércio local, foi requalificado para sediar o Instituto Bienal das Amazônias após a realização da primeira edição da Bienal das Amazônias.

Além das áreas expositivas, o espaço possui salas multiuso e ambientes adaptáveis para diferentes atividades culturais. O centro cultural recebe programas de residência artística, exposições de artes visuais, mostras de cinema, apresentações musicais e seminários. A proposta é ampliar o acesso às práticas culturais e permitir que públicos diversos se apropriem do espaço como galeria, centro cultural e museu.

O CCBA conta com patrocínio master da Shell e patrocínio da Vale e do Mercado Livre. O projeto recebe apoio institucional do Instituto Cultural Amazônia do Amanhã, da Fadesp, da Horus Planejamento e Gestão e da Galeria Almeida & Dale. A realização ocorre por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.

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