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AMALEP leva literatura maçônica para a 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro

Entre livros, autores, leitores e diferentes formas de contar histórias, a 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes abre espaço para um universo que, por muito tempo, esteve cercado de curiosidade e mistério: a Maçonaria. Entre os 199 estandes montados no Hangar- Centro de Convenções, um deles é dedicado à Academia Maçônica de Letras do Pará -AMALEP.

A proposta vai além de apresentar livros. O estande busca aproximar o público da produção literária maçônica e criar uma ponte com quem conhece pouco, ou quase nada, sobre a instituição.

Para o vice-presidente da AMALEP, Eduardo Bittencourt, ocupar esse espaço dentro de uma das maiores celebrações literárias do Estado do Pará é uma oportunidade de promover cultura e conhecimento. Segundo ele, a iniciativa também ajuda a desconstruir visões equivocadas sobre a maçonaria.

“A AMALEP, com esse estande, visa promover a cultura e a literatura maçônica. Uma literatura que possa ser acessada por maçons e também por pessoas que não pertencem à nossa ordem, mas que têm curiosidade ou vontade de conhecer um pouco mais. Estamos aqui também para desmistificar alguns preconceitos e paradigmas.”

Maçom Bittencourt destaca ainda que a presença na feira permite mostrar um lado da maçonaria que não é sempre que chega ao conhecimento do público.

“Estamos mostrando nossos rostos, mostrando que os maçons são pais de família, pessoas que trabalham e atuam em prol de beneficiar a humanidade.”

Literatura para aproximar

A presença da AMALEP também representa uma forma de mostrar que a produção intelectual maçônica ultrapassa os limites da própria instituição.

O acadêmico da AMALEP e venerável mestre da Loja Harmonia 8, no bairro da pedreira, Márcio Cavalcante, destaca que a participação na Feira ajuda a tornar mais conhecida uma produção literária que não é sempre que encontra espaço fora do ambiente maçônico.

“É muito importante que a Academia Maçônica de Letras possa divulgar o trabalho literário que desenvolve. É um modo também de desmistificar a imagem que muita gente tem da maçonaria como uma sociedade secreta, fechada.”

Para o maçom Cavalcante, os livros são uma das ferramentas utilizadas para estabelecer esse diálogo. “A maçonaria não é uma sociedade secreta, ela é apenas uma sociedade discreta e tem na arte literária, sobretudo, um modo de trazer à sociedade e divulgar a arte por meio de livros, de vários autores. Isso evidencia que a maçonaria é uma instituição que vem também a agregar muito à sociedade”, desabafou.

Um estande que desperta curiosidade

A novidade também chama a atenção de quem marca presença na Feira. O estudante de Odontologia e maçom, Matias Jardim Cavalcante, considera significativa a oportunidade de a instituição ocupar um espaço aberto ao público.

“É um momento bem especial. É muito legal ver esse espaço da Maçonaria na Feira do Livro. Isso mostra o estreitamento da sociedade maçônica perante a sociedade profana, como chamamos as pessoas que não são maçônicas.”

A presença na Feira, segundo ele, também contribui para enfrentar estereótipos construídos ao longo dos anos.

“Isso ajuda a desmistificar a versão maligna que muitas pessoas compartilham a respeito da maçonaria e ajuda cada vez mais a fortalecermos essa instituição milenar junto com a sociedade, junto com escritores, enfim, com a cultura como um todo”, informou o maçom.

A presença feminina e o trabalho social

A participação no evento também abre espaço para as mulheres ligadas à maçonaria. Integrante das Damas da Fraternidade da GLEPA- Grande Loja Maçônica do Pará, Iriam Dias, garante que a aproximação com o público ajuda a desconstruir preconceitos e a mostrar uma atuação que muitas vezes permanece desconhecida.

“Muitas vezes a esposa fica com receio quando o marido é convidado para a maçonaria, porque a gente já nasce escutando histórias negativas. E, na realidade, isso não é verdade. Eu sou prova viva disso. A importância dos trabalhos filantrópicos e voluntários, a união das cunhadas e toda uma equipe mobilizada para ajudar o próximo mostram que isso vai muito além do preconceito.”

Do livro físico ao encontro com o leitor

Para o maçom e servidor público, Mateus Cavalcante, a participação da AMALEP dialoga ainda com um desafio contemporâneo, preservar o hábito da leitura em meio à avalanche de conteúdos digitais. “A importância da Feira do Livro é muito significativa, porque, com o avanço da tecnologia, muita gente opta por ler em PDF, e-book, e está cada vez mais defasada a questão da leitura escrita, o livro físico”, destacou.

Na avaliação do maçom, colocar a literatura maçônica nesse cenário amplia ainda mais o significado da iniciativa.

“Eu, como maçom há pouco tempo, vejo que é a oportunidade de estreitar os laços entre a maçonaria e a sociedade. A maçonaria tem mistérios, mas nada que não possa ser compartilhado com a sociedade que não faz parte da maçonaria como um todo”, afirmou.

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Um convite à descoberta

A 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes segue até o dia 6 de setembro, no Hangar- Centro de Convenções, em Belém. Com entrada gratuita, o evento reúne editoras, livrarias, sebos, escritores, artistas e uma programação que transforma o espaço em um grande ponto de encontro entre leitores e diferentes expressões culturais.

Nesse cenário, o estande da AMALEP ocupa um lugar simbólico, entre tantos livros, histórias e ideias, oferece ao visitante a possibilidade de abrir uma página de um universo que talvez ainda conheça apenas de ouvir falar.

Quem passa pelo estande pode chegar pela curiosidade e sair levando conhecimento. Entre livros, conversas e descobertas, a AMALEP apresenta ao público uma literatura que também fala de valores, cultura e aperfeiçoamento do caráter, uma outra forma de conhecer a Maçonaria e entender o seu lugar na história do Estado do Pará.

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