Música, teatro, dança, figurino e muitos artistas dentro e fora do palco buscam garantir o sucesso da nova temporada do espetáculo “Desterro – Uma Ópera Rock Amazônica”. O musical totalmente autoral paraense teve sua primeira temporada encurtada pela pandemia, mas retorna neste fim de semana aos palcos, garantindo ao público acesso a uma obra atual que fala sobre resistência e esperança na Amazônia, trabalhando com temas ressaltados pela COP30, como poder e meio ambiente. O espetáculo será apresentado neste domingo, 26, às 19h30, no Teatro do Sesi.
A obra é inspirada no álbum “Desterro” (2018), da banda de rock Álibi de Orfeu, que traz letras críticas e muito dinamismo para o espetáculo. O musical conta a trajetória de Dira do Carmo, uma jovem forçada a deixar sua terra natal no interior do Pará, na região da Terra do Meio, após testemunhar a violência dos grileiros contra sua família. Ao tentar a sorte em Belém, ela enfrenta os dilemas de um mundo cruel e real na Amazônia.
“Desterro” é a primeira ópera rock do norte do Brasil e promete uma experiência cênica que une rock ao teatro como um grito de denúncia e esperança pela Amazônia. A produção conta com a direção geral de Bel Lobato, que assina a codireção coreográfica com Caila Manza. A direção vocal de Arthur Lobato e Lenno Ávila, e o roteiro e direção teatral de Dante Monteiro. Além disso, conta com a participação ao vivo da Banda Álibi de Orfeu acompanhando a trilha sonora do musical, e da Orquestra Sustentável Percussão da Terra.
Segundo o baterista Rui Paiva, o trabalho traz não só um álbum conceitual ou um show temático, mas uma ópera rock no sentido clássico: com um álbum que conta uma história linear, e que será encenada no palco com atores, direção teatral, coreografias, iluminação cênica e a banda funcionando como orquestra, tocando ao vivo, enquanto a dramaturgia se desenrola. “Não existe registro de outra ópera rock brasileira com esse molde completo, sendo álbum conceitual com encenação e um grande elenco e mais uma banda ao vivo como orquestra. O Álibi de Orfeu, nesse formato, é 100% pioneiro no Brasil”, diz ele, que integra o Álibi ao lado de Sidney Klautau (baixo), Rafael Mergulhão e André Sassim (guitarras), e a cantora Lohane Takeda.
Rui cita exemplos para destacar a originalidade do projeto da banda paraense. “Secos & Molhados, Som Imaginário, A Barca do Sol fizeram obras conceituais, mas nunca encenaram com elenco dramático. O Teatro Mágico tem teatralidade e músicos performáticos, mas não segue enredo fechado de ópera. É praticamente inédito no Brasil em escala. O que mais se aproxima disso são algumas óperas populares musicadas, como ‘Calabar’ de Chico Buarque e Ruy Guerra, nos anos 1970, mas elas pertencem ao teatro musical tradicional, não ao rock”.
“Desterro” tem músicas de Álibi de Orfeu e texto de Dante Monteiro, que também faz a direção teatral. Bel Lobato assina a direção geral e divide a direção coreográfica com Caila Manza. A direção musical é de Lenno Ávila e Arthur Lobato. A preparação de elenco foi feita por Melquisedeque Matos. A cenografia é de Kléber DüMerval e Dante Monteiro; a iluminação, de Marckson de Moraes. O figurino é de Mirana Marques.
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