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Supermercados geram 75 mil empregos no Pará e buscam profissionais

Diferentes trabalhadores estão, todos os dias, nos supermercados para garantir um bom funcionamento e a garantia do produto de qualidade. Só no Pará, são 75 mil empregos diretos gerados no setor
Foto: Wagner Almeida / Diário do Pará.

O funcionamento de um supermercado vai muito além das prateleiras organizadas e dos produtos disponíveis ao consumidor. Por trás dessa aparente simplicidade, existe uma engrenagem formada por diferentes profissionais, cada um desempenhando um papel essencial. Do repositor que garante o abastecimento das gôndolas ao operador de caixa que finaliza a compra do cliente, passando pelos estoquistas, atendentes e gerentes, todas as funções se conectam de forma estratégica.

De acordo com a Associação Paraense de Supermercados (Aspas), o setor supermercadista no Pará desempenha um papel significativo na economia estadual, sendo responsável pela geração de cerca de 75 mil empregos diretos e aproximadamente 300 mil indiretos. O segmento também apresenta um faturamento anual superior a R$ 18 bilhões, conforme dados do Ranking Abras 2025, consolidando-se como um dos principais pilares do comércio no estado.

O presidente da Aspas, Jorge Portugal, destaca que o período de maior movimentação no mercado de trabalho do setor ocorre no final do ano, quando há um aumento expressivo na demanda por contratações temporárias. Nessa época, supermercados intensificam a busca por profissionais para funções como operadores de caixa, repositores e padeiros, a fim de atender ao crescimento do fluxo de consumidores típico das festas de fim de ano.

Apesar dessa expansão sazonal, Portugal chama atenção para uma dificuldade recorrente enfrentada pelos empregadores, com a escassez de mão de obra qualificada, especialmente para cargos de açougueiro e padeiro. “Para estas vagas, o setor de supermercados está com oportunidades abertas, mas faltam profissionais qualificados para preenchê-las”, afirma.

Ainda segundo ele, o setor supermercadista representa cerca de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Pará, evidenciando sua relevância não apenas na geração de empregos, mas também na movimentação econômica do estado. Portugal reforça que a diversidade de funções existentes dentro de um supermercado, que vai desde o atendimento ao público até atividades técnicas e operacionais, é fundamental para o funcionamento eficiente dessas empresas.

“O setor é um dos que mais gera emprego e contribui para a disponibilização de mão de obra, além de impulsionar a geração de renda”, ressalta. “As diferentes funções e cargos são indispensáveis para o funcionamento de um supermercado como um todo.”

No que diz respeito à infraestrutura, Jorge Portugal enfatiza que os supermercados paraenses têm se destacado no Brasil pela qualidade de suas instalações e pela capacitação de suas equipes. O presidente da Aspas diz ainda que esses fatores são determinantes para a competitividade e a sustentabilidade das redes no estado, contribuindo para a fidelização dos consumidores e para a consolidação do setor como referência regional em organização e atendimento.

Gabriela Tobias, 37 anos, trabalha como operadora de caixa em um supermercado localizado no bairro de Fátima. Há sete anos na função, ela destaca que a atividade exige concentração constante e elevado senso de responsabilidade, já que envolve o manuseio direto de valores e o atendimento ao público. Entre as atribuições diárias estão o registro de produtos, o recebimento de pagamentos em diferentes formas, a emissão de notas fiscais e o fechamento de caixa ao fim do expediente.

A jornada de trabalho dela se divide entre os turnos da manhã e da tarde, sendo essa a fonte de renda para o sustento de casa. Tobias observa que o ritmo de trabalho varia ao longo do mês. “Na nossa função, é mais intenso sempre em finais e inícios de mês, quando as pessoas estão recebendo. Aí a rotina se intensifica porque fica maior o movimento no supermercado”, afirma, ao descrever os períodos de maior fluxo de clientes.

No mesmo estabelecimento, Elenilson Barbosa, 39, atua há dois anos como peixeiro. Sua função é essencial para o setor de pescados, onde é responsável pela manipulação, preparação e comercialização de peixes e frutos do mar. O trabalho exige habilidades técnicas e atenção rigorosa às normas de higiene e conservação dos alimentos. Entre as tarefas estão a limpeza, descamação, evisceração e filetagem dos peixes, além da organização da banca e do atendimento direto aos consumidores.

Ele também garante que os produtos sejam mantidos adequadamente no gelo, preservando a qualidade e a segurança alimentar. A rotina começa pela manhã e segue até o final da tarde, com variações de demanda ao longo do ano. “Meu trabalho é assim e tenho que ter muita atenção. Tem momentos em que há maior demanda, como na Semana Santa, onde o trabalho é maior”, explica, ao mencionar um dos períodos mais intensos para a função.

Com mais de 30 anos de atuação no mesmo supermercado, José Gomes, 60, é um dos funcionários mais antigos da equipe. Atualmente, ele desempenha a função de repositor, sendo responsável por abastecer e organizar os produtos em gôndolas e prateleiras, garantindo que os itens estejam sempre disponíveis e em condições adequadas para os clientes.

A rotina dele também se concentra nos períodos da manhã e da tarde. O trabalho necessita de cuidado aos detalhes, como a validade dos produtos e a disposição adequada das mercadorias. Ao longo de décadas de trabalho, Gomes acumulou experiência sobre o funcionamento do comércio varejista. “Tem que ter dedicação no que faz e também muita atenção”, ressalta, destacando os princípios que considera fundamentais para o desempenho da função.

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