O Governo do Pará e a Petrobras avançaram nas articulações para implementar um amplo programa de qualificação profissional voltado à futura cadeia produtiva da Margem Equatorial, considerada uma das principais fronteiras energéticas do país. A iniciativa foi anunciada após reunião entre representantes da estatal e da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), que prepara um acordo de cooperação técnica para capacitar trabalhadores paraenses antes mesmo do início efetivo das operações de exploração de petróleo e gás na costa amazônica.
O projeto prevê formação técnica, operacional, administrativa e estratégica para milhares de trabalhadores em diferentes regiões do Pará. Segundo estimativas apresentadas pelo Programa PETRUS, desenvolvido pela Seaster, a expectativa é gerar mais de 50 mil empregos diretos e indiretos entre 2027 e 2030, além da qualificação de cerca de 30 mil pessoas em municípios das regiões do Caeté, Guamá, Guajará, Marajó e Tocantins.
Exploração feita por profissionais paraenses
A proposta ganhou força após o avanço das discussões sobre exploração petrolífera na Margem Equatorial e a autorização para prospecções exploratórias na região. O governo estadual pretende evitar a repetição de cenários históricos observados em grandes projetos minerais e energéticos, nos quais boa parte das vagas técnicas foi ocupada por profissionais de outras regiões do país.
O secretário da Seaster, Inocêncio Gasparim, afirmou que o objetivo é garantir protagonismo aos trabalhadores locais. “Os paraenses devem ocupar os espaços estratégicos e as vagas de maior qualificação. Estamos trabalhando para que esse novo ciclo econômico represente geração de emprego, renda e desenvolvimento sustentável para quem vive aqui”, declarou.
Impacto positivo em diversos segmentos da economia do Estado
Além da geração de empregos, o governo projeta impactos positivos em setores como logística, hotelaria, comércio, alimentação, transporte e prestação de serviços. A cooperação também deverá envolver instituições de ensino, municípios, órgãos federais e entidades privadas para formar uma rede de capacitação profissional ligada à indústria de petróleo e gás.
A Margem Equatorial brasileira se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e é considerada estratégica pela Petrobras devido ao potencial estimado de mais de 30 bilhões de barris de petróleo, segundo dados citados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A estatal prevê investimentos bilionários na região até 2030.
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