O Pará está entre os estados que oferecem os maiores salários iniciais para professores da rede estadual no Brasil. Levantamento “Planos de Carreira e Remuneração do Magistério”, elaborado pelo Movimento Profissão Docente, mostra que o vencimento inicial para jornada de 40 horas semanais chega a R$ 8.289 no Estado, colocando o Pará na terceira posição nacional, atrás apenas do Mato Grosso do Sul, com R$ 13.007,12, e do Maranhão, com R$ 8.452.
O estudo aponta que o salário inicial médio dos professores das redes estaduais brasileiras alcançou R$ 6.212,36 em 2025, valor equivalente a 128% do piso nacional do magistério, atualmente fixado em R$ 5.130,63. Na outra ponta do levantamento, o Rio de Janeiro registra o menor salário inicial entre os estados, com R$ 4.867,77.
Segundo o levantamento, as diferenças entre os estados refletem fatores como a capacidade fiscal, o espaço orçamentário disponível e a estrutura dos planos de carreira do magistério, que influenciam diretamente a valorização dos profissionais e a atração de novos docentes para as redes públicas.
Valorização da educação no Pará
Em diversas divulgações institucionais, o Governo do Pará demonstrou que o desempenho do Estado está relacionado à política de valorização dos profissionais da educação implementada nos últimos anos. Entre as medidas destacadas estão o reajuste salarial de 15%, o pagamento do abono do FUNDEF para mais de 25 mil profissionais da educação básica e a aprovação de reajustes e abonos complementares pela Assembleia Legislativa do Pará.
Além da política salarial, o governo informou que ampliou os investimentos na estrutura da rede pública estadual. Em 2025, foram destinados R$ 10,42 bilhões para a educação, tornando o setor uma das maiores prioridades do orçamento estadual.
Ao longo da gestão, mais de 130 escolas estaduais receberam obras de construção, reforma, ampliação ou modernização em diferentes regiões do Estado. Entre as unidades beneficiadas estão a Escola Marechal Cordeiro de Farias, que passou a sediar o Centro de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica, além das escolas Mestra Idalina Rodrigues Pereira, Augusto Meira, em Belém, e Celso Rodrigues, em Santo Antônio do Tauá.
A modernização da rede também incluiu investimentos de R$ 358,7 milhões em mobiliário, equipamentos e materiais permanentes para escolas estaduais ao longo de três anos. Segundo o governo, cerca de 639 unidades escolares foram beneficiadas, em média, a cada ano.
Expansão e inovação na educação paraense
Outra frente apresentada pela gestão estadual foi a expansão da educação profissional. Em 2025, mais de 28 mil estudantes passaram a ser atendidos em cursos técnicos e profissionalizantes da rede estadual, com investimento anual superior a R$ 48 milhões.
Na educação infantil, o programa Creches Por Todo o Pará, criado durante a gestão da então secretária de Planejamento e Administração e atual governadora Hana Ghassan (MDB), busca ampliar a oferta de vagas para crianças em municípios paraenses. Segundo o governo, mais de 30 creches foram entregues e outras unidades estão em construção ou em fase de implantação.
Para o Movimento Profissão Docente, a remuneração é um dos fatores que contribuem para fortalecer a carreira docente, mas o desempenho das redes públicas também depende da estrutura dos planos de carreira, da formação continuada e da capacidade de investimento de cada estado.
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