A liderança do Pará na construção civil da Região Norte foi confirmada por estudo divulgado nesta quarta-feira (22), pelo Observatório do Trabalho, Emprego e Renda, parceria do Dieese/PA com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster). Entre janeiro e maio, o setor registrou 33.122 admissões e 32.398 desligamentos, com saldo positivo de 724 postos e estoque de 98.348 empregos formais, alta de 0,74%.
O levantamento aponta que o veraneio amazônico, normalmente entre junho e novembro, tende a impulsionar as obras com a redução das chuvas. O período amplia os dias trabalhados nos canteiros, reduz paralisações, facilita o transporte de materiais e pode abrir novas oportunidades no segundo semestre.
Construção civil: saldo positivo e desafios
Apesar do saldo positivo, a construção ficou em quarto lugar na geração estadual de empregos no período, atrás de Serviços, com 9.239 vagas; Indústria, com 2.053; e Comércio, com 1.964. A Agropecuária fechou 1.167 postos. A construção respondeu por 15,3% das admissões, 15,9% dos desligamentos e 9,7% de todos os vínculos formais do Pará. O tempo médio de permanência dos trabalhadores desligados foi de 13,7 meses, dado associado à rotatividade, aos contratos curtos e às etapas das obras.
Parauapebas liderou a criação de vagas no setor, com saldo de 1.527 empregos, seguida por Marabá, com 512, e Canaã dos Carajás, com 464. Santarém criou 235 postos; Altamira, 231; Curionópolis, 170; Benevides, 126; Redenção, 122; Santana do Araguaia, 113; e Tucumã, 108.
Pará lidera empregos na construção civil do Norte
Na Região Norte, foram contabilizadas 60.099 admissões e 55.163 desligamentos, com saldo de 4.936 empregos e estoque de 178.247 vínculos. O Pará concentrou 55,1% das contratações, 58,7% dos desligamentos e 55,2% dos trabalhadores formais da construção regional, mantendo mais da metade da mão de obra do setor no Norte.
Perspectivas e recomendações para o setor
O estudo também relaciona a recuperação paraense ao crescimento nacional de 2,9% da construção no primeiro trimestre de 2026, sustentado por infraestrutura, lançamentos imobiliários e vendas de imóveis. Para o segundo semestre, a expectativa é de manutenção do dinamismo em municípios com investimentos em mineração, logística, saneamento, habitação e expansão urbana.
O Dieese/PA alerta, porém, que o avanço deve vir acompanhado de qualificação, estabilidade, melhores salários e segurança. Com as temperaturas mais altas do veraneio, o estudo recomenda água potável, pausas, áreas de descanso, equipamentos de proteção e jornadas adequadas para reduzir o estresse térmico nos canteiros. A nota é assinada pelo supervisor técnico Everson Costa.
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