Os Correios abriram nesta quinta-feira (25) as inscrições para um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV). A iniciativa tem como público potencial cerca de 7 mil funcionários e faz parte do processo de reestruturação da estatal.
As adesões ficarão abertas até setembro. Diferentemente do programa anterior, desta vez não foi estabelecida uma meta de desligamentos.
Detalhes do PDV dos Correios
- Público potencial: até 7 mil funcionários
- Adesões: até setembro
- Indenização: de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil
- Unidades previstas para extinção: cerca de 1 mil
- Pagamento: parcela única
Quem pode aderir?
O novo programa é direcionado a funcionários que trabalham em unidades incluídas no plano de reestruturação dos Correios.
A empresa prevê a extinção de cerca de mil pontos de atendimento, entre agências e unidades ligadas ao tratamento e armazenamento de cargas.
Segundo os Correios, o objetivo é adequar o quadro de funcionários à nova estrutura da empresa e reduzir despesas.
Valores de indenização
O valor do incentivo financeiro varia conforme as condições de cada empregado. São considerados fatores como tempo de serviço, idade e adicionais relacionados à aposentadoria e incorporação.
A indenização pode variar de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil, com pagamento integral em parcela única.
O valor deve ser depositado até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento. Segundo as regras divulgadas, o incentivo não tem incidência de Imposto de Renda nem recolhimento de FGTS.
Histórico e Motivações do PDV
Este é o segundo PDV lançado pelos Correios em 2026. O primeiro programa foi aberto em fevereiro e encerrado em março.
Na ocasião, a estatal esperava a adesão de 10 mil funcionários, mas 3.075 trabalhadores aderiram ao plano.
Apesar do número abaixo da expectativa, os Correios informaram que o programa representou uma economia equivalente a 45% da meta de R$ 1,4 bilhão estabelecida inicialmente.
Baixa adesão no primeiro PDV
Reestruturação e sustentabilidade financeira
A empresa afirmou que as projeções de adesão e os impactos financeiros do novo programa já estavam previstos nos estudos econômicos apresentados anteriormente.
As despesas com pessoal estão entre os principais custos da estatal, que enfrenta um cenário de forte pressão financeira.
Prejuízo dos Correios
No primeiro trimestre deste ano, os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões, resultado 82,35% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
O governo prevê uma recuperação financeira da empresa a partir de 2027, com a execução do plano de reestruturação.
Além da redução de despesas, a estratégia prevê novas parcerias com o setor privado para ampliar as receitas da estatal.
Para 2026, a expectativa é de que o prejuízo dos Correios fique próximo de R$ 10 bilhões.
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