A Seleção Brasileira pode provocar uma situação incomum para milhões de torcedores durante a Copa do Mundo de 2026, que está em pleno andamento. Isso porque a posição final do Brasil no Grupo C poderá definir se o próximo compromisso da equipe acontecerá em pleno horário de expediente, abrindo discussões sobre possíveis liberações no trabalho.
Após vencer o Haiti por 3 a 0, o Brasil assumiu a liderança da chave com quatro pontos e vantagem no saldo de gols sobre o Marrocos. Agora, a equipe comandada por Carlo Ancelotti encara a Escócia no dia 24 de junho, quarta-feira, depois de amanhã, para confirmar a colocação e definir o caminho na fase eliminatória.
Caso termine na primeira posição do grupo, o Brasil disputará a inédita fase dos 32 avos de final da Copa do Mundo na segunda-feira, 29 de junho, às 14h, no horário de Brasília. O confronto está programado para acontecer no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos.
O horário chama atenção porque coincide diretamente com a jornada de trabalho da maior parte dos brasileiros. Diferentemente de outras edições da Copa, quando os jogos da Seleção costumavam ocorrer à noite, a partida pode acontecer no meio da tarde, aumentando a expectativa dos torcedores por liberações ou acordos com empregadores.
O que acontece se o Brasil ficar em segundo lugar?
Por outro lado, se a equipe brasileira encerrar a fase de grupos na segunda colocação, também jogará em 29 de junho, mas às 22h, horário de Brasília. Neste cenário, a partida será realizada no Estádio BBVA, em Monterrey, no México, sem impacto direto sobre o expediente da maioria dos trabalhadores.
A definição acontece por causa do cruzamento estabelecido pela tabela da competição. O líder do Grupo C enfrenta o segundo colocado do Grupo F, enquanto o vice-líder encara o primeiro da mesma chave. Como os confrontos acontecem em cidades diferentes e sob fusos horários distintos, o horário da partida muda conforme a posição final do Brasil.
Além do horário, a colocação também influencia o adversário. Atualmente, o Grupo F conta com Holanda, Suécia, Japão e Tunísia na disputa pelas vagas. A situação, porém, segue indefinida e só será conhecida após a conclusão da última rodada.
Legislação trabalhista e jogos da Seleção
Apesar da empolgação dos torcedores, a legislação brasileira não prevê folga automática, feriado nacional ou dispensa obrigatória para jogos da Seleção. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) considera os dias de partidas como dias normais de trabalho.
Na prática, a liberação depende exclusivamente da decisão de cada empresa, salvo quando houver decreto específico de governos estaduais ou municipais. Um exemplo recente ocorreu no Rio de Janeiro, onde a prefeitura decretou ponto facultativo para servidores municipais durante compromisso da Seleção.
O alerta máximo segue valendo: faltar ao trabalho sem autorização para assistir ao jogo pode resultar em falta injustificada, desconto salarial e impactos no descanso semanal remunerado. Por isso, a orientação é buscar alternativas antecipadamente, como compensação de horas, banco de horas ou acordos internos com os empregadores.
Antes de qualquer planejamento para acompanhar o possível jogo em horário comercial, o Brasil ainda precisa confirmar a liderança do grupo diante da Escócia. A partida será decisiva para definir não apenas o adversário no mata-mata, mas também se milhões de brasileiros terão de conciliar trabalho e futebol em uma segunda-feira que promete ser diferente.
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