O novo concurso da Advocacia-Geral da União surge como uma das principais oportunidades do serviço público federal para profissionais da área jurídica. A seleção, anunciada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, vai oferecer 170 vagas para carreiras jurídicas com salários iniciais de quase R$ 25 mil e possibilidade de remuneração superior a R$ 32 mil no topo da carreira.
O anúncio foi feito durante reunião com a diretoria da AGU na última segunda, 25. Embora a autorização oficial ainda dependa de publicação no Diário Oficial da União, a expectativa é grande entre candidatos de todo o país, especialmente porque o novo edital terá um modelo inédito de seleção unificada.
“Esse ano, eu vou tratar o tema de uma forma muito inovadora, que é a realização de um concurso com a característica de ser um edital unificado em sua raiz de avaliação. Então, vamos fazer de uma forma em que teremos datas específicas e unificadas para todas as carreiras”, destacou Jorge Messias.
As vagas previstas serão distribuídas da seguinte forma:
- advogado da União: 50 vagas;
- procurador da Fazenda Nacional: 50 vagas;
- procurador federal: 50 vagas;
- procurador do Banco Central: 20 vagas.
Para disputar uma das vagas, os candidatos deverão possuir diploma de nível superior em Direito, registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e comprovação de pelo menos dois anos de prática forense.
Salário muito atrativo
O salário inicial previsto é de R$ 24.967,31. No fim da carreira, a remuneração poderá chegar a R$ 32.439,52, tornando o concurso um dos mais atrativos da área jurídica federal.
Além dos vencimentos elevados, as carreiras da AGU costumam atrair candidatos pelo prestígio institucional e pela estabilidade. Os aprovados atuarão na defesa judicial e consultoria jurídica da União e de órgãos federais estratégicos.
Vagas e requisitos do concurso
Últimos concursos e disciplinas cobradas
Os últimos concursos para as carreiras jurídicas da AGU foram realizados em 2023, sob organização do Cebraspe. Na ocasião, foram ofertadas 300 vagas distribuídas entre advogado da União, procurador federal e procurador da Fazenda Nacional.
As provas objetivas cobraram disciplinas tradicionais do universo jurídico, como Direito Constitucional, Administrativo, Tributário, Civil e Processual Civil, além de conteúdos específicos relacionados às atribuições de cada carreira.
Para advogado da União, por exemplo, também foram exigidos conhecimentos em Direito Ambiental, Direito Financeiro e Econômico e legislação da própria AGU. Já para procurador da Fazenda Nacional, o foco maior foi em Direito Tributário e Financeiro.
O último concurso segue válido apenas até este mês de maio, o que aumenta a expectativa para a publicação do novo edital nos próximos meses.
Na prática, a abertura da nova seleção representa uma oportunidade rara para bacharéis em Direito que já possuem experiência forense e desejam ingressar em uma das carreiras mais valorizadas da advocacia pública brasileira. “Concurso de procurador” virou quase uma maratona jurídica nacional — e, pelo visto, a AGU já marcou a largada.
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