Casos de assédio sexual no ambiente acadêmico levaram à demissão de dois servidores da Universidade Federal do Ceará, após processos administrativos disciplinares que comprovaram as condutas. Os casos envolvem uma professora e um técnico-administrativo, ambos acusados por estudantes e integrantes da comunidade universitária.
No caso do técnico, a denúncia partiu de uma estudante e foi registrada na plataforma Fala.BR, apontando comportamentos ao longo de 2024, como investidas insistentes, mensagens de teor sexual, envio de presentes e perseguição nas redes sociais. Já a docente acumulou ao menos 10 denúncias formais, envolvendo relatos de exposição a situações constrangedoras, comentários impróprios e simulações de cunho sexual em sala de aula.
Processos administrativos e penalidades na UFC
Segundo a universidade, os processos garantiram direito à ampla defesa e foram analisados por instâncias internas antes da aplicação das penalidades. A instituição destacou que esta é a primeira vez que aplica demissão a servidores nesses casos, ampliando a política de combate ao assédio.
Além das duas demissões já concluídas, a universidade informou que outros 17 casos seguem sob investigação, indicando possível cenário mais amplo de denúncias dentro da instituição.
Denúncias e o contexto do assédio acadêmico
As vítimas relataram situações recorrentes de constrangimento no ambiente acadêmico. Em um dos trechos, os depoimentos apontam “investidas insistentes e abordagens de cunho sexual”, evidenciando padrão de comportamento inadequado.
O caso reforça o debate sobre a responsabilização de instituições de ensino na prevenção e enfrentamento do assédio, além da necessidade de canais eficazes de denúncia e proteção às vítimas.
O post Universidade demite servidores por assédio sexual e investiga 17 denúncias apareceu primeiro em Diário do Pará.