A retirada de um tubarão do mar e a exposição do animal em plena faixa de areia reacenderam o alerta sobre práticas ilegais e perigosas no litoral pernambucano. O caso, registrado na Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, ganhou repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais, mostrando homens cortando as barbatanas do animal e posando para fotos, o que levou autoridades a se manifestarem sobre os riscos envolvidos.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (30), o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) confirmou que o animal se trata de uma fêmea adulta da espécie cabeça-chata (Carcharhinus leucas).
A análise das imagens, feitas no domingo (29), indica que a captura ocorreu de forma acidental, mas que partes do animal, especialmente as nadadeiras, foram retiradas com a finalidade de consumo humano.
Impactos à saúde e ao meio ambiente
O comitê chamou atenção não apenas para os impactos ambientais desse tipo de prática, mas também para os riscos diretos à saúde. Por ocuparem o topo da cadeia alimentar, os tubarões acumulam ao longo da vida substâncias tóxicas presentes em outros organismos marinhos, processo conhecido como bioacumulação.
Entre os principais perigos está a presença de metais pesados, como o mercúrio, que pode ser encontrado em níveis elevados na carne desses animais. A ingestão frequente desse tipo de alimento pode provocar danos ao organismo, incluindo problemas neurológicos e outras complicações graves a longo prazo.
“O consumo desses animais, além das implicações ambientais, também traz problemas relacionados à saúde pública, uma vez que os tubarões ocupam o topo da cadeia alimentar e apresentam tendência à bioacumulação de metais pesados, como o mercúrio, além de outros contaminantes, podendo representar riscos pelo consumo frequente”, destacou o Cemit.
O órgão reforça a importância de evitar o consumo da carne de tubarão e orienta a população a comunicar às autoridades casos de captura ou comercialização irregular, como forma de proteger tanto o meio ambiente quanto a saúde coletiva.
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