O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou neste sábado (10) que a Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, apresente esclarecimentos técnicos em até 48 horas sobre a distribuição de conteúdos da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Corte também quer saber se as regras de recomendação de publicações eleitorais são aplicadas igualmente às candidaturas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A decisão ocorre após a campanha petista acusar a empresa de prejudicar sua atuação nas redes sociais e favorecer o adversário. Segundo a equipe de Lula, houve restrições ao impulsionamento de publicações e alterações no alcance de conteúdos. A Meta, por sua vez, negou as acusações e afirmou que os problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas, além de declarar que cumpre as normas eleitorais e busca garantir igualdade de tratamento entre os candidatos.
O que a Meta terá de explicar
Entre os esclarecimentos solicitados pelo TSE estão eventuais restrições aplicadas, desde 16 de agosto, aos perfis oficiais de Lula e a outras contas indicadas pela coligação. A empresa também deverá explicar mudanças nas métricas de vídeos publicados em 7 de outubro e os motivos da desativação da conta de anúncios da campanha em 23 de setembro.
A Corte determinou ainda que a Meta preserve os registros de moderação, os dados de anúncios e as métricas relacionadas às publicações questionadas.
Campanha de Lula relata restrições
Em nota, a campanha afirmou que o perfil oficial do presidente ficou impedido de impulsionar conteúdos do feed no Instagram entre sexta-feira (9) e a manhã de sábado (10). A equipe também relatou problemas anteriores com a conta de anúncios e com a contagem de visualizações de publicações.
Camilo Santana, um dos coordenadores da campanha petista, classificou os episódios como uma possível interferência na disputa eleitoral e afirmou que a situação poderia provocar desequilíbrio no pleito. As declarações representam a posição da campanha, enquanto a Meta contesta as acusações.
Depois de receber as explicações da Meta, a coligação de Lula e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão prazo de 24 horas cada para se manifestar. Só após essas etapas o TSE deverá analisar o pedido de medida urgente apresentado pela campanha.
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