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Quem era o suspeito de matar modelo e candidata ao Miss Cosmo Brasil

Suspeito de feminicídio morreu dentro de cela horas após prisão no Rio de Janeiro Foto: divulgação/reprodução

A morte da modelo e psicóloga Ana Luiza Mateus, candidata ao Miss Cosmo Brasil 2026, no último dia 22, continua a mobilizar autoridades e a opinião pública. Isso porque, além das circunstâncias do crime, o histórico do principal suspeito trouxe novos elementos à investigação. O empresário Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 29 anos, foi preso no mesmo dia do crime e morreu horas depois dentro de uma cela da Delegacia de Homicídios da Capital, no Rio de Janeiro, onde foi preso em flagrante por suspeita de feminicídio.

Segundo a Polícia Civil, as primeiras informações indicam que o suspeito tirou a própria vida poucas horas depois da prisão. Entretanto, a investigação continua. O caso ganhou ainda mais repercussão quando surgiram detalhes do passado criminal de Endreo. Ele acumulava mais de 20 anotações criminais e já havia sido condenado anteriormente.

Polícia apura circunstâncias da morte do suspeito dentro da delegacia após prisão Foto: divulgação/reprodução

Em 2011, por exemplo, Endreo atropelou um policial civil ao tentar fugir de uma abordagem após sair de uma festa. Na ocasião, ele não possuía carteira de motorista. Ainda assim, tentou escapar da fiscalização. O agente reagiu e atirou contra o veículo. O empresário acabou condenado a três anos de prisão em regime aberto.

Além disso, a Justiça investigava o suspeito por crimes graves registrados em 2025, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. De acordo com informações do Superior Tribunal de Justiça, ele é acusado de estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra uma mulher de 31 anos. Conforme os autos, ele teria agredido a vítima com socos e tentado enforcá-la usando um cinto. Ainda segundo a Justiça, há registros de outros episódios de violência doméstica envolvendo o mesmo suspeito.

Investigação aponta relação abusiva antes da morte de candidata ao Miss Cosmo Foto: divulgação/reprodução

Outro episódio chamou atenção dos investigadores. Em junho de 2019, Endreo foi baleado pelo próprio pai durante uma discussão familiar. O pai alegou legítima defesa. Segundo o relato, ele atirou após o filho tentar invadir sua residência. Na época, o empresário afirmou que mantinha uma dívida de R$ 2 milhões com o familiar. Já a defesa do pai apresentou outra versão. O advogado declarou que o filho exigia R$ 200 mil para custear um curso de Medicina no Paraguai.

Enquanto isso, a investigação sobre a morte de Ana Luiza Mateus segue em andamento. A jovem, natural de Teixeira de Freitas, na Bahia, morava no Rio de Janeiro havia pouco mais de um ano. Ela trabalhava como modelo, maquiadora e psicóloga. Além disso, construiu carreira no universo da moda. A candidata chegou a desfilar no São Paulo Fashion Week e integrava uma agência de modelos na capital fluminense.

Testemunhas relataram que o relacionamento entre a vítima e o suspeito era marcado por ciúmes, discussões frequentes e comportamento abusivo. Na madrugada do crime, vizinhos ouviram uma briga intensa dentro do apartamento localizado na Barra da Tijuca. Pouco depois, a modelo caiu do 13º andar do prédio.

O delegado responsável pelo caso afirmou que mensagens trocadas entre a vítima, familiares e o suspeito reforçam a linha investigativa de feminicídio. Segundo ele, testemunhas também relataram que o homem tentou alterar a cena e deixar o local pela porta dos fundos. Diante disso, a polícia segue reunindo provas e depoimentos.

Caso de feminicídio envolvendo modelo gera grande repercussão em todo o país Foto: divulgação/reprodução

A organização do Miss Cosmo Brasil divulgou nota oficial lamentando a morte da candidata.

“A organização Miss Cosmo Brasil manifesta profundo pesar pela morte de Ana Luiza Mateus, candidata inscrita ao título de Miss Cosmo Brasil 2026, representando o estado da Bahia.

Ana Luiza era uma jovem em ascensão que construía com esforço e talento sua trajetória no universo Miss.

Recebemos a notícia com tristeza e consternação. Nos solidarizamos com seus familiares e amigos.

Diante das informações sobre o ocorrido, o caso convoca a uma reflexão urgente sobre a violência contra a mulher no Brasil. O feminicídio não pode ser tratado como estatística ou rotina. É uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade, compromisso e ação coletiva“.

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