O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a soberania brasileira durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), em Nova York. Ao abordar a relação entre os países da América Latina e os Estados Unidos, Lula afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
A declaração ocorreu durante um trecho em que o presidente tratava da integração entre os países latino-americanos e caribenhos. Lula afirmou que diferenças ideológicas não devem impedir a aproximação entre os vizinhos e defendeu uma agenda voltada ao desenvolvimento.
O presidente também criticou o que chamou de “ingerência externa em processos eleitorais” e afirmou que a democracia voltou a estar em xeque na região. Segundo Lula, a divisão do mundo em zonas de influência e as investidas sobre recursos estratégicos representam práticas que não correspondem ao cenário atual.
Críticas à atuação da ONU
No início do discurso, Lula afirmou que este é o momento mais crítico das Nações Unidas desde que ocupou pela primeira vez a tribuna da organização, em 2003. O presidente criticou a dificuldade da ONU em atuar diante dos conflitos internacionais e defendeu o fortalecimento do multilateralismo.
A reforma do Conselho de Segurança da ONU também foi defendida pelo presidente. O Brasil reivindica há anos mudanças na composição e no funcionamento do órgão, que atualmente tem cinco membros permanentes com poder de veto.
Outros temas abordados
Durante o pronunciamento, Lula também falou sobre guerras, crime organizado, mudanças climáticas, inteligência artificial e regulação das plataformas digitais. O presidente defendeu a negociação como caminho para solucionar conflitos internacionais e reforçou a posição brasileira em defesa da soberania dos países.
A 81ª Assembleia Geral da ONU reúne representantes dos 193 Estados-membros entre 22 e 28 de setembro. Como ocorre desde 1955, o Brasil foi responsável pela abertura do debate geral.
Veja a íntegra do discurso do Presidente Lula na ONU:
Lula também fez referência à interferência externa em processos eleitorais na América Latina e defendeu o respeito à soberania dos países. Embora não tenha citado diretamente os Estados Unidos, a fala ocorreu em meio às discussões sobre possíveis interferências estrangeiras nas eleições brasileiras de 2026.
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