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Greve da Caixa: veja o que muda para beneficiários do INSS, FGTS e Bolsa Família

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal não interrompe automaticamente o pagamento de benefícios como INSS e Bolsa Família, nem impede o acesso ao FGTS. A principal mudança para os clientes está no atendimento presencial, já que as agências podem ficar fechadas durante a paralisação, iniciada em 10 de setembro e mantida por tempo indeterminado.

Quem recebe benefício não precisa refazer cadastro nem esperar o fim da greve para receber o dinheiro. Os pagamentos continuam seguindo os calendários oficiais, enquanto os canais digitais e outras alternativas de atendimento permanecem disponíveis.

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No caso do Bolsa Família, as parcelas previstas para setembro continuam obedecendo ao calendário do programa. O mesmo vale para os pagamentos de benefícios do INSS realizados pela Caixa.

Para quem precisa movimentar dinheiro, serviços como Pix, pagamentos e consultas pelo aplicativo continuam disponíveis. Caixas eletrônicos e casas lotéricas também podem ser utilizados para operações que não dependem do atendimento de um funcionário.

O FGTS também não fica suspenso por causa da paralisação. Consultas e determinadas operações podem ser feitas pelos canais digitais da Caixa, especialmente pelo aplicativo FGTS. Em situações que exigem atendimento presencial, no entanto, o cliente pode encontrar dificuldades enquanto durar a greve.

A paralisação também pode atingir serviços que dependem diretamente dos funcionários das agências, como algumas análises, orientações e procedimentos que exigem atendimento presencial. Por isso, a recomendação da Caixa é priorizar os canais digitais e as alternativas disponíveis fora das agências.

Por que os funcionários estão em greve?

A paralisação começou depois que os empregados rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa para renovar o acordo coletivo de trabalho. Um dos principais pontos de conflito nas negociações é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.

A proposta apresentada pelo banco incluía, entre outros pontos, um prêmio de R$ 3 mil por funcionário, pagamento da participação nos lucros e resultados e mudanças no modelo de custeio do plano de saúde. Mesmo assim, a categoria rejeitou a proposta e decidiu manter a greve.

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Nesta segunda-feira (14), a Caixa informou que não pretende recorrer à Justiça para tentar encerrar a paralisação e sinalizou a retomada das negociações com os representantes dos trabalhadores.

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