O fechamento da produção de lã de vidro na fábrica da Isover, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, encerra uma trajetória industrial iniciada em 1951. A fabricação foi finalizada em 4 de julho de 2026, após mais de sete décadas, em cumprimento a um Termo de Compromisso Ambiental firmado com o Ministério Público do Estado de São Paulo. A medida afeta diretamente mais de 100 famílias.
A Isover integra o grupo francês Saint-Gobain e atua na produção de materiais para isolamento térmico e acústico. A referência a 10 mil trabalhadores, destacada na publicação original, corresponde à estrutura internacional da marca, e não ao número de funcionários da unidade encerrada em São Paulo.
Acordo ambiental e impacto social
O acordo ambiental determinou o fim da fabricação até 4 de julho e a desmobilização do forno industrial até 31 de julho de 2026. Também prevê gerenciamento de áreas contaminadas, destinação adequada dos resíduos e acompanhamento ambiental do terreno após o encerramento da atividade produtiva.
A negociação ocorreu após reclamações apresentadas por moradores da região sobre fumaça, odores e ruídos provenientes da operação. A companhia declarou que sempre respeitou as normas legais e ambientais e que realizou melhorias na unidade, mas concordou com o cronograma de encerramento estabelecido no compromisso firmado com o Ministério Público.
Futuro da Isover no Brasil
Apesar do fim da fabricação, a Isover não anunciou a saída do Brasil. O imóvel de Santo Amaro será transformado em centro de distribuição, destinado ao armazenamento e ao fornecimento de produtos para a cadeia atendida pela empresa. A marca continuará com atividades comerciais no mercado nacional.
“A Isover continuará atuando no Brasil e, após a data mencionada, a Unidade Fabril passará a operar como um Centro de Distribuição, garantindo o fornecimento para toda a cadeia produtiva”, informou a empresa. A companhia afirmou ainda que conduziu o processo com transparência, organização e respeito à legislação, buscando reduzir os impactos sobre os trabalhadores.
A mudança alcança mais de 100 famílias ligadas diretamente à produção, mas os efeitos podem atingir também fornecedores, transportadoras, profissionais de manutenção e prestadores de serviços que mantinham contratos com a fábrica. A dimensão das demissões e as medidas individuais de transição não foram detalhadas na reportagem.
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