A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta em um edifício no bairro Aldeota, em Fortaleza, vivia sob constante monitoramento e não tinha autonomia nem para ir ao banheiro. As afirmações são da advogada da família, repassadas ao Diário do Nordeste.
Áudios enviados por pessoas próximas de Isabelle revelaram que a universitária “não tinha praticamente direito de ir ao banheiro” e enfrentava limitações até mesmo para almoçar. A família também aponta um possível rastreador no celular de Isabelle.
De acordo com a advogada Patrícia Viana, a jovem era comunicativa e alegre, mas se afastou de amigas próximas e colegas de trabalho ao longo do relacionamento.
Comportamento obsessivo
De acordo com declarações da mãe da estudante, a professora Isorlanda Caracristi, o namorado, 10 anos mais velho e atuava como um dos chefes de Isabelle no estágio, demonstrava uma conduta “extremamente controladora e obsessiva”.
A mãe relembrou um episódio em uma consulta ginecológica no qual o então genro tentou entrar na sala do consultório antes da própria mãe da jovem.
Investigações
O namorado da vítima, João Munhoz Neto, está sendo procurado pela Polícia Civil do Ceará. A mãe dele foi localizada na praia do Cumbuco, onde teve um tablet e um celular apreendidos pelas autoridades para análise. A PC, contudo, não informou se ele é considerado suspeito da morte da moça.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo veículo indicam que o namorado e a mãe dele estavam no prédio no momento da morte da jovem. O celular de Isabelle foi recuperado para perícia, e os exames complementares seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do fato.
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