A Casa Tao Brasil, situada na Lapa, região central do Rio de Janeiro, inaugura na próxima sexta-feira (15), às 19h, a exposição gratuita Victor Biglione – Seis Cordas para as Estrelas.
A mostra comemora os 50 anos de carreira do guitarrista com mais participações na história da música popular brasileira e ficará aberta para visitação até 17 de julho, de segunda a sábado, das 12h às 19h.
Notícias relacionadas:
Biglione chegou ao Brasil em 1964, vindo da Argentina como foragido político e se tornou o guitarrista de seis cordas com maior contribuição em gravações e shows na música brasileira, de acordo com o Instituto Cultural Cravo Albim.
O curador da exposição, Cesar Oiticica Filho, explica que a apresentação ao público do acervo de Biglione é uma celebração da carreira de 50 anos do músico que, desde muito novo, é reconhecido nacional e internacionalmente.
Ele destaca o desafio histórico entre a guitarra de Biglione e a voz da cantora Gal Costa, eternizado em vídeo que será mostrado ao público na ocasião. Victor Biglione participará da abertura da exposição com uma apresentação musical especial.
A exposição reúne cerca de 150 pôsteres, quadros, vídeos e objetos do guitarrista, arranjador e compositor, como as guitarras e violões utilizados pelo artista em álbuns de blues com Cássia Eller, Andy Summers e Roberto Carlos, entre outros.
São 1.170 fonogramas e diversos concertos com mais de 300 nomes da MPB, 30 trilhas para o cinema, 25 prêmios (entre os quais dois Grammys e dois Kikitos) e mais de 55 excursões internacionais por cerca de 25 países, passando pelos principais festivais de jazz e rock e casas noturnas pelo mundo.
Momento de festejar
Biglione tem mais de 35 álbuns solo, incluindo parcerias com Wagner Tiso, Cássia Eller, Marcos Valle, Marcos Ariel, Jane Duboc, Andy Summers e Zé Renato. Fez parte de importantes grupos brasileiros como A Cor do Som e Som Imaginário.
“Esse é o momento de festejar! São 50 anos de uma luta maravilhosa. E esta exposição representa a etapa mais importante e emocionante da minha carreira”, comemora o homenageado.
“Para mim, é um prazer muito grande dar vida a essas ideias, a colocar essa música e essa trajetória para serem vistas. Os anos vão passando e a gente não tem nem noção e às vezes esquece o que ele já fez com diversos músicos, não só nacionais, mas grandes nomes internacionais. É bem potente tudo o que ele já realizou”, diz curador Cesar Oiticica Filho.
Fonte: Redação







