A segurança residencial se consolidou como a principal preocupação de brasileiros que moram ou pretendem morar sozinhos. Um estudo recente revelou que 43,6% das pessoas temem roubos, furtos e invasões dentro da própria casa. Esse receio supera, inclusive, o medo da solidão e as dificuldades financeiras.
Além disso, o levantamento mostra que a preocupação com proteção não fica apenas no discurso. Ela influencia diretamente a rotina e também pesa na decisão sobre onde viver. Assim, cada vez mais pessoas buscam alternativas que aumentem a sensação de tranquilidade dentro de casa.
Os dados foram coletados pela empresa de segurança eletrônica Verisure, que entrevistou 500 adultos de todas as regiões do Brasil. A pesquisa analisou comportamentos, desafios e hábitos de quem vive de forma independente. O resultado confirma uma tendência clara: morar sozinho se tornou mais comum, mas exige planejamento e atenção redobrada com a segurança.
Aumento do número de pessoas morando sozinhas
Nos últimos anos, mudanças sociais e econômicas impulsionaram esse movimento. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já havia identificado um aumento expressivo de pessoas vivendo sozinhas. Em um período de 12 anos, o número cresceu 52% no país, reforçando uma transformação no estilo de vida dos brasileiros.
Atualmente, a experiência já faz parte da realidade de grande parte da população. Cerca de 6 em cada 10 entrevistados afirmaram morar ou já ter morado sozinhos, enquanto 14,4% pretendem viver dessa forma no futuro. A decisão costuma estar ligada a fatores práticos e emocionais.
Motivações para a independência
Entre os principais motivos, a busca por mais privacidade aparece em primeiro lugar, com 59,2% das respostas. Em seguida, surgem a autonomia na rotina e nas decisões, citada por 49%, e a melhoria na qualidade de vida, que inclui conforto, organização e lazer, apontada por 33,6% dos participantes.
Desafios e estratégias de segurança residencial
No entanto, junto com a liberdade, surgem novos desafios. Quem vive sozinho precisa desenvolver estratégias para se proteger e manter a segurança do lar. Por isso, muitos adotam medidas práticas e tecnológicas para reduzir riscos e aumentar a tranquilidade.
Entre as principais ações citadas, o uso de câmeras de segurança lidera, com 64% das respostas. Logo depois aparecem os sistemas de monitoramento e alarmes, mencionados por 59%, e o hábito de reforçar o fechamento de portas e janelas, indicado por 62% dos entrevistados.
Além disso, atitudes simples também fazem diferença no dia a dia. Manter contatos de emergência acessíveis, por exemplo, é uma prática adotada por metade dos participantes. Essa organização ajuda a lidar com imprevistos e reforça a sensação de proteção, especialmente quando não há outras pessoas na residência.
Segurança como fator decisivo para mudanças
A segurança também influencia decisões de longo prazo. O estudo mostra que seis em cada dez brasileiros se mudariam para outro estado em busca de melhores condições de vida e mais proteção. Nesse cenário, alguns destinos se destacam na percepção da população.
Estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais aparecem entre os locais considerados mais seguros. Para os entrevistados, esses destinos combinam tranquilidade, qualidade de vida e oportunidades, fatores que se tornaram decisivos para quem deseja morar sozinho.
O levantamento reforça que viver sozinho representa, sim, liberdade e independência, mas exige planejamento, responsabilidade e, principalmente, atenção com a segurança pessoal e residencial.
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