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Eleição renovará dois terços do Senado com troca de 22 titulares

O terceiro voto será para senador, referente à primeira das duas vagas que estarão em disputa nas Eleições 2026. Foto: divulgação/reprodução

As eleições de 4 de outubro produzirão uma das maiores mudanças na composição do Senado dos últimos anos. Em todo o país, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços do total. Antes mesmo da abertura das urnas, já se sabe que pelo menos 22 dos atuais ocupantes dessas vagas não permanecerão como titulares em 2027. Das 81 cadeiras da Casa, 54 estarão em disputa em outubro; 32 senadores tentam a reeleição, enquanto nomes de destaque concorrem a outros cargos ou deixam o Parlamento.

A renovação em larga escala ocorre porque o mandato de um senador dura oito anos. A Constituição estabelece um sistema alternado: em uma eleição são escolhidos 27 senadores, correspondentes a um terço da Casa; quatro anos depois, são eleitos 54, ou dois terços. Em 2022, cada estado e o Distrito Federal escolheram um representante. Agora, cada unidade da Federação elegerá dois.

Por isso, o eleitor terá dois votos para o Senado. Os dois candidatos mais votados em cada estado serão eleitos, independentemente do percentual alcançado. Não há segundo turno para senador. Cada eleito assume o mandato acompanhado de dois suplentes, que podem ocupar a cadeira em casos de licença, afastamento ou vacância do titular.

Senadores que buscam a reeleição ou outros cargos

Entre os atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 32 tentam a reeleição. A lista reúne nomes de destaque da política nacional, como Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Jaques Wagner (PT-BA), Humberto Costa (PT-PE), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin (PP-SC), Marcelo Castro (MDB-PI), Leila Barros (PDT-DF), Fabiano Contarato (PT-ES) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Outros nove senadores participam das eleições, mas não tentam permanecer como titulares da Casa. O caso de maior projeção nacional é o Jader Barbalho (MDB-PA), que  integra, como primeiro suplente, a chapa de Helder Barbalho ao Senado.  Nelsinho Trad (PSD-MS) é primeiro suplente de Reinaldo Azambuja, Daniella Ribeiro (PP-PB) acompanha Nabor Wanderley e Dra. Eudocia (PSDB-AL) participa da chapa de Marina JHC.    

Outros titulares entram na disputa de outros cargos como Marcos Rogério (PL-RO), que disputa o governo de Rondônia. Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) são candidatos a deputado federal, enquanto Mara Gabrilli (PSD-SP) concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Senadores que não concorrem ou deixam o mandato

Além deles, 13 senadores cujos mandatos terminam em janeiro de 2027 não concorrem a nenhum cargo. Entre os nomes de maior destaque está o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), indicado para uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), aberta com a saída de Bruno Dantas. A indicação foi aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados.

Também não disputam as eleições nomes conhecidos, como Paulo Paim (PT-RS), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Flávio Arns (PSB-PR) e Oriovisto Guimarães (Podemos-PR). Com isso, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul terão obrigatoriamente dois novos titulares no Senado a partir de 2027.

Somando os 13 que não são candidatos aos nove que concorrem a outros cargos ou participam como suplentes, pelo menos 22 atuais ocupantes das vagas em disputa deixarão a condição de titular. Esse número poderá aumentar caso parte dos 32 senadores que tentam a reeleição seja derrotada.

Vagas que seguem até 2031 e a situação do Pará

Um terço do Senado não será renovado neste ano. São as 27 vagas preenchidas em 2022, com mandatos até janeiro de 2031. Nesse grupo estão nomes como Davi Alcolumbre (União-AP), Camilo Santana (PT-CE), Damares Alves (Republicanos-DF), Tereza Cristina (PP-MS), Romário (PL-RJ), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Beto Faro (PT-PA).

Nove desses senadores concorrem aos governos estaduais: Alan Rick, no Acre; Omar Aziz, no Amazonas; Cleitinho, em Minas Gerais; Efraim Filho, na Paraíba; Renan Filho, em Alagoas; Sergio Moro, no Paraná; Wellington Fagundes, em Mato Grosso; Wilder Morais, em Goiás; e Professora Dorinha Seabra, no Tocantins. Como possuem mandato até 2031, eles poderão continuar no Senado se forem derrotados nas disputas estaduais. Se forem eleitos governadores e assumirem o Executivo, as cadeiras serão ocupadas pelos respectivos suplentes.

Pará tem duas cadeiras em disputa

No Pará, as duas cadeiras em disputa são ocupadas atualmente pelos senadores Jader Barbalho (MDB) e Zequinha Marinho (Podemos), eleitos em 2018 para mandatos que terminam em janeiro de 2027.

Zequinha Marinho tenta a reeleição e está entre os 32 senadores que buscam permanecer na Casa por mais oito anos. Jader Barbalho não concorre novamente como titular integrando a chapa de Helder Barbalho, que concorre à uma cadeira no Senado. r Helder Barbalho, candidato a uma das duas vagas do Pará.

Caso Helder seja eleito, o mandato pertencerá ao titular da chapa. Na condição de primeiro suplente, Jader poderá assumir a cadeira se houver afastamento, licença ou vacância.

A terceira vaga da bancada paraense, ocupada pelo senador Beto Faro (PT), não está em disputa. Na urna eletrônica, os paraenses deverão fazer duas escolhas para senador, ambas com números de três dígitos. Os dois votos correspondem a vagas diferentes, e os dois candidatos mais votados serão eleitos diretamente, sem segundo turno.

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