O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi demitido da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi oficializada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (21).
Segundo o documento, Eduardo cometeu uma infração disciplinar ao faltar ao trabalho por mais de 30 dias consecutivos, sem apresentar justificativa. A determinação foi assinada na sexta-feira (18) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva.
Eduardo Bolsonaro era escrivão da PF desde 2010
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo ingressou na Polícia Federal em 2010 e ocupava o cargo de escrivão. Ele estava afastado das funções desde que assumiu o mandato de deputado federal, período em que a legislação permitia a suspensão temporária de suas atividades na corporação.
Após perder o mandato parlamentar, Eduardo deveria ter retomado o trabalho na Polícia Federal. No entanto, de acordo com a investigação administrativa, ele não voltou às atividades e também não apresentou justificativa para as ausências.
Perda do mandato e permanência nos Estados Unidos
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o início de 2025. Na ocasião, afirmou ser vítima de perseguição política e jurídica no Brasil.
Em dezembro de 2025, a Câmara dos Deputados declarou a perda de seu mandato em razão do elevado número de faltas. Com a decisão, ele deixou de ter o afastamento parlamentar que o dispensava temporariamente do trabalho na Polícia Federal.
Quanto Eduardo Bolsonaro ganhava na PF?
O cargo de escrivão da Polícia Federal possui remuneração organizada em classes e padrões de carreira. Segundo informações divulgadas sobre a tabela salarial de 2026, o vencimento inicial seria de R$ 14.710,10, enquanto o valor máximo poderia chegar a R$ 25.250 na classe especial.
Como Eduardo ingressou na corporação em 2010, seu salário estaria em uma faixa mais elevada da carreira, conforme o tempo de serviço e o enquadramento funcional. Os policiais federais também recebem benefícios, como auxílio-alimentação e assistência à saúde, de acordo com as regras aplicáveis à categoria.
A demissão por abandono de cargo encerra o vínculo funcional de Eduardo com a Polícia Federal. Eventuais efeitos sobre aposentadoria e outros direitos dependem das regras previdenciárias e administrativas aplicáveis ao caso.
O post Eduardo Bolsonaro é demitido da PF por abandono; veja quanto ele ganhava apareceu primeiro em Diário do Pará.






