A Promotoria de Justiça de Marília (SP) apresentou, na última quinta-feira (28/5), denúncia contra uma professora acusada de submeter um aluno a situação de vexame e constrangimento dentro de uma escola estadual.
De acordo com o Ministério Público, o caso ocorreu em 15 de abril deste ano, quando a docente lecionava para uma turma em que estava um menino de 7 anos. Em sala de aula, ela teria obrigado a criança a se colocar diante dos colegas e, em tom ríspido, irônico e agressivo, passou a repreendê-lo publicamente.
Ainda segundo a denúncia, a professora atribuiu ao aluno determinadas condutas e, aos gritos, o insultou, chamando-o de “preguiçoso” e “folgado”, além de afirmar que lhe daria nota zero. O episódio foi registrado em áudio.
Com base no artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o promotor André Ferraz de Assis Pinto pediu a suspensão imediata da professora do exercício da função pública. Ele argumenta que a permanência no cargo pode manter o contato diário com a vítima, expondo a criança a novos episódios de constrangimento e ao sofrimento psicológico decorrente da convivência com a educadora.
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