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Cervejas sem glúten conquistam consumidores além dos intolerantes

Marcas ampliam oferta de cervejas sem glúten no mercado brasileiro.

As cervejas sem glúten vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro e conquistando consumidores mesmo entre aqueles que não possuem intolerância à proteína. A expansão desse segmento tem sido impulsionada por mudanças no comportamento do público e por investimentos das grandes cervejarias em novos rótulos e campanhas de divulgação.

Dados do setor indicam crescimento expressivo nas vendas. Segundo informações da Ambev, rótulos sem glúten registraram forte aumento de demanda em 2025: a Stella Pure Gold teve alta de cerca de 150% nas vendas, enquanto a Michelob Ultra cresceu aproximadamente 85% no mesmo período. O portfólio da empresa também passou a incluir a Skol Zero Zero entre as opções voltadas a esse público.

O movimento também é observado em outras grandes fabricantes. O Grupo Heineken, por exemplo, afirma ter registrado crescimento de dois dígitos na categoria no último ano com marcas como Amstel Ultra, Sol e Praya, reforçando que a procura por bebidas sem glúten deixou de ser um nicho restrito e passou a representar uma tendência mais ampla de consumo.

Estratégias de marketing e visibilidade

Para ampliar a visibilidade desses produtos, as empresas têm investido em estratégias de marketing e presença em grandes eventos. Durante o Carnaval de São Paulo, por exemplo, ambulantes comercializaram versões sem glúten nas ruas, enquanto campanhas publicitárias e ações em programas de grande audiência ajudaram a popularizar a categoria entre novos consumidores.

Além das grandes marcas, cervejarias artesanais também passaram a explorar esse mercado. Um exemplo é a Japas Cervejaria, que desenvolveu a cerveja Oniguiri, produzida à base de arroz, ingrediente naturalmente livre de glúten. A criação surgiu após uma das sócias descobrir intolerância à proteína e buscar alternativas para continuar consumindo a bebida.

Processo de produção e legislação

Tradicionalmente, a cerveja é produzida com cevada ou trigo, cereais que contêm glúten. Para criar versões livres da proteína, fabricantes utilizam grãos alternativos — como arroz, milho, sorgo ou quinoa — ou aplicam processos enzimáticos que reduzem o teor de glúten na bebida. Pela legislação, um produto é considerado sem glúten quando apresenta menos de 20 partes por milhão da substância.

Especialistas apontam que a popularidade dessas bebidas não se explica apenas por restrições alimentares. Muitos consumidores buscam opções consideradas mais leves, com menor teor calórico e melhor digestibilidade, o que amplia o público interessado nesse tipo de cerveja.

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