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Benny Hinn cobra R$ 700 por almoço “espiritual” e gera polêmica

Almoço com Benny Hinn por R$ 700 reacende debate sobre fé e dinheiro

O almoço desta quarta, 25, com o famoso televangelista, pastor e autor cristão conhecido mundialmente por suas “Cruzadas de Milagres”, onde realiza grandes eventos de pregação e sessões de cura espiritual, Benny Hinn, que acontece com exclusividade em Florianópolis, teve tudo para entrar no cardápio das contradições modernas: promete alimento para o espírito, mas começa pelo bolso. Com ingressos a R$ 700, o encontro vendido como “tempo intencional” com o pregador transforma a fé em experiência premium — daquelas em que a fila não é de oração, mas de pagamento.Hinn construiu carreira como uma das figuras mais influentes — e também mais controversas — da chamada Teologia da Prosperidade.

Nascido em Jaffa, Israel, o televangelista fez da promessa de cura espiritual um espetáculo global. Agora, no Brasil de 2026, a lógica parece ter evoluído: além da fé, é preciso ter limite alto no cartão.

O evento, realizado no Cantina Zabot Restaurante, não é organizado diretamente pelo ministério do pregador, mas por promotores locais que souberam capitalizar bem o apelo do nome. A proposta é simples e, ao mesmo tempo, reveladora: muitos poderão assistir às pregações abertas, mas poucos — bem poucos — terão lugar à mesa. Literalmente.

O material de divulgação deixa clara a divisão: enquanto as multidões ficam com a mensagem coletiva, os pagantes ganham acesso à “palavra especial” em ambiente reservado. É a fé segmentada por faixa de renda, onde a proximidade espiritual parece seguir a mesma lógica de camarotes VIP.

Na prática, o que se vende não é o buffet — embora ele esteja incluído —, mas a exclusividade. Pastores, líderes e empresários formam o público-alvo de um encontro que mistura devoção com networking, espiritualidade com status. Uma espécie de comunhão gourmet, onde o milagre, ao que tudo indica, começa na capacidade de pagar.

O episódio reacende um debate antigo, mas sempre atual: até que ponto a fé pode — ou deve — ser tratada como produto? A ideia de que “poucos estarão à mesa” pode soar bíblica, mas, neste caso, o critério não é exatamente espiritual. É financeiro.

No fim das contas, o almoço com Benny Hinn deixa uma impressão difícil de ignorar: para alguns, a fé continua sendo gratuita e acessível; para outros, ela vem com serviço completo, ambiente exclusivo e preço de banquete. Afinal, se a salvação não tem preço, ao que parece, o acesso privilegiado a ela tem.

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