A semaglutida ganhou sua primeira versão brasileira aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após o fim da patente do Ozempic no país. O medicamento, batizado de Ozivy, foi desenvolvido pela farmacêutica EMS e utiliza o mesmo princípio ativo das conhecidas “canetas emagrecedoras” usadas no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A aprovação foi publicada nesta terça-feira (26) e marca a entrada no mercado brasileiro do primeiro concorrente nacional no mercado após a expiração da exclusividade da Novo Nordisk em março deste ano.
Comprovação de eficácia e segurança
Segundo a Anvisa, o produto passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade antes da autorização. O Ozivy foi registrado como “medicamento novo” por meio de desenvolvimento abreviado, modalidade utilizada para substâncias já conhecidas, mas que ainda precisam comprovar desempenho clínico e padrões sanitários específicos. As apresentações aprovadas incluem versões injetáveis de 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg para aplicação subcutânea.
Quanto a nova caneta deve custar?
Um estudo do Itaú BBA, setor do banco voltado a investidores, estima que a queda de preços das canetas nacionais, em relação às estrangeiras como o Ozempic, poderá ser de 50% em cinco anos, mas, por hora, não deve ultrapassar os 30%.
Considerando que o Ozempic hoje é vendido por cerca de R$ 1.300, é possível que a Ozivy custe algo em torno de R$ 1.039.
Chegada no mercado em 30 dias
A EMS informou que o medicamento deve chegar ao mercado brasileiro em aproximadamente 30 dias, embora ainda não tenha divulgado preços oficiais. Especialistas avaliam que a entrada de concorrentes pode ampliar o acesso ao tratamento e reduzir custos no futuro, impulsionando a disputa em um dos mercados farmacêuticos mais lucrativos do mundo. Apesar disso, o Ozivy não é considerado um medicamento genérico tradicional, já que produtos biológicos seguem regras regulatórias diferentes no Brasil.
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