Mercado Financeiro

Dólar Comercial R$ 5,22 ▲
Euro R$ 5,64 ▲
Bitcoin +3.2% ▲

Editorias

Antes de matar Marcos Matsunaga, Elize fugiu de casa após suposto abuso, diz tia

Elize fugiu de casa e foi encontrada em Gravataí (RS) pelo conselho tutelar

Durante o júri popular que condenou Elize Matsunaga em 2016, Roseli de Araújo, tia de Elizze, disse que a sobrinha deixou a casa da família ainda adolescente depois de sofrer abuso sexual do padrasto. O relato veio no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, durante o júri popular em que Elize respondia pela morte do marido, Marcos Matsunaga, de 42. Primeira testemunha indicada pela defesa a depor, Roseli reconstruiu a infância e a juventude da sobrinha diante dos jurados.

Segundo Roseli, o abuso teria ocorrido em Chopinzinho, no interior do Paraná, quando Elize tinha em torno de 14 anos. A tia contou que a família suspeitava da situação mesmo antes de a jovem confirmar.

‘A gente desconfiava disso quando ela fugiu, porque, por mais que houvesse dificuldades [financeiras] em casa, ela não sairia. E como ele sempre estava em casa, e ela ficava sozinha com ele, às vezes, pensamos que pudesse ser isso. Mais tarde, ela confirmou’ — afirmou Roseli em depoimento.

Fuga aos 14 anos e o retorno à família

De acordo com a testemunha, Elize fugiu de casa entre os 14 e os 15 anos. Ela foi localizada em Gravataí, no Rio Grande do Sul, pelo conselho tutelar. Foi quando a mãe voltou com o namorado que Elize retornou para a família e confirmou a violência do padrasto.

Ainda segundo Roseli, ela e a avó custearam o curso de técnico em enfermagem da sobrinha em Curitiba. Elize chegou a trabalhar num hospital da capital paranaense após deixar o curso e depois atuou como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná. Bacharel em direito e técnica em enfermagem, a jovem só teria sido descoberta pela família como garota de programa após o crime.

Roseli descreveu como Elize levou Marcos a Chopinzinho para apresentá-lo como namorado. Sobre o empresário, a tia o classificou como ‘uma pessoa educada, gentil’. O casal se casou em São Paulo, e a testemunha lembrou da festa de aniversário de um ano da filha do casal, realizada cerca de um mês antes do crime, ocorrido em maio de 2012.

A guarda da filha e o afastamento da neta

Após a prisão de Elize, Roseli disse ter cuidado da filha do casal por mais dois meses no apartamento onde os dois moravam. Durante esse período, avós paternos e o irmão de Marcos visitaram a criança. Nos últimos quatro anos, porém, Roseli afirmou ter visto a neta apenas uma vez, em horário agendado pelos pais do empresário.

‘Sim, mas ou diziam que os avós estavam viajando, ou a dona Sueli [avó paterna] me pediu que falasse com a advogada de Elize. Até hoje não tive resposta’ — relatou a tia sobre as tentativas de visitar a criança.

Roseli afirmou não guardar rancor dos sogros da sobrinha: ‘Não tenho raiva deles, mas fico triste porque não me deixam ver a criança’. Uma ação sobre a guarda da criança corre atualmente sob segredo de Justiça.

Empregada relata brigas e comportamento de Elize

Última testemunha ouvida no dia e segunda indicada pela defesa, Neuza Gouveia da Silva também prestou depoimento. À época do crime, ela trabalhava há menos de um mês na residência do casal. Neuza disse ter presenciado ao menos duas brigas entre Elize e Marcos, e relatou que, em uma delas, o empresário chamou o sogro de ‘vagabundo’.

A empregada afirmou que limpou o quarto onde Marcos teria sido esquartejado na segunda-feira após o crime. Sobre o comportamento de Elize, Neuza contou: ‘Só vi Elize chorar quando a polícia chegou ao apartamento’. Ela também descreveu um hábito da patroa depois do crime: ‘Ela me pedia para colocar os pratos de um jeito normal, para duas pessoas, mesmo sozinha’.

O post Antes de matar Marcos Matsunaga, Elize fugiu de casa após suposto abuso, diz tia apareceu primeiro em Diário do Pará.

Compartilhe:

WhatsApp
X
Facebook
Threads