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Acusado de matar ex-ator mirim João Rebello é absolvido após MP apontar falta de provas

João Rebello Fernandes atuou em novelas da Globo e trabalhou como DJ e produtor nos últimos anos; o artista morreu em outubro de 2024, em Trancoso. Fotos: Reprodução/Instagram

O julgamento do caso João Rebello terminou com a absolvição de Felipe Souza Bruno, conhecido como Zingue, no Tribunal do Júri de Porto Seguro, na Bahia. Durante a sessão, o próprio Ministério Público estadual pediu que o acusado fosse absolvido, alegando falta de provas e ausência de confirmação da autoria do homicídio do ex-ator mirim.

Segundo o Splash, que teve acesso à decisão, a juíza Michelle Menezes Quadros Patrício anunciou a sentença na terça-feira (13). Ao seguir o veredito do Conselho de Sentença, a magistrada determinou a expedição do alvará de soltura de Felipe.

João Rebello Fernandes morreu a tiros em Trancoso, em outubro de 2024. A investigação indicou que ele havia sido confundido com outra pessoa.

O que definiu a absolvição

A autoria do homicídio foi o ponto que encerrou a votação dos jurados. A maioria respondeu ao quesito de maneira favorável ao réu, levando à absolvição e dispensando a análise das perguntas seguintes sobre o crime.

No plenário, o promotor Igor Saulo Ferreira Rocha Assunção sustentou o pedido de absolvição pela insuficiência de provas e pela falta de confirmação de que Felipe tivesse cometido o homicídio. A defesa também pediu que o réu fosse absolvido, com base na negativa de autoria.

Os assistentes de acusação, por sua vez, defenderam a condenação por homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.

Os advogados da família podem recorrer em até cinco dias após a intimação da sentença. Caberá ao Tribunal de Justiça da Bahia analisar o recurso e, eventualmente, determinar a realização de um novo júri.

Irmã relata desgaste da família

A atriz Maria Carol Rabello, irmã de João, se manifestou no Instagram após o resultado do julgamento. Em uma publicação nos stories, relatou o cansaço emocional da família.

Segundo Maria Carol, os familiares sempre buscaram compreender o que aconteceu e o que levou ao engano que resultou na morte de João Rebello Fernandes.

Crime ocorreu em praça de Trancoso

João estava dentro de um Pajero TR4 estacionado na Praça da Independência, em Trancoso, quando sofreu os disparos, em 24 de outubro de 2024.

De acordo com a investigação, o homicídio ocorreu por erro sobre a pessoa: o alvo dos tiros seria alguém que recebia ameaças em razão da proximidade com policiais, mas os disparos atingiram João após ele ser confundido com essa pessoa.

João Rebello, ex-ator mirim da Globo, morreu a tiros em outubro de 2024, em Trancoso, na Bahia. Foto: Reprodução/Redes sociais

O processo criminal também envolveu outros dois investigados. Anderson Nascimento Sena, um dos acusados, morreu em julho de 2025 e teve a punibilidade extinta. Já Wallace Santos Oliveira não foi levado a júri popular por uma decisão judicial anterior.

Da televisão à produção musical

Nos últimos anos, João Rebello trabalhou como DJ e produtor. Em seu perfil no Instagram, com pouco mais de 3 mil seguidores, compartilhava registros de trabalhos audiovisuais e dos eventos dos quais participava.

João Rebello trabalhou como DJ e produtor nos últimos anos e compartilhava nas redes sociais registros de seus projetos e eventos. Foto: Reprodução/Redes sociais

Antes da atuação na música, ele construiu uma trajetória como ator mirim na Globo. Esteve em novelas como “Cambalacho” (1986), “Bebê a Bordo” (1988), “Vamp” (1991) e “Deus nos Acuda” (1992). Depois de se afastar da televisão, fez uma participação especial em “Divertics” (2013).

João era filho da atriz e diretora Maria Rebello e sobrinho do diretor Jorge Fernando, que morreu em 2019. O tio comandou produções como “Guerra dos Sexos” (1983), “A Próxima Vítima” (1995) e “Chocolate com Pimenta” (2003).

Registros de João Rebello nas novelas “Bebê a Bordo”, “Vamp” e “Deus nos Acuda” mostram diferentes fases de sua trajetória na televisão. Foto: Acervo TV Globo/Gshow

O cinema também fazia parte dos interesses do artista. Entre os filmes que marcaram sua vida estavam “Hair” (1979), “O Retorno de Jedi” (1983) e “Mad Max: Fury Roud” (2015).

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